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Cientista cubana de conservação realiza diagnóstico de acervos cariocas

29 out/2010

Após três semanas de trabalho no país, a professora doutora Milagros Vaillant, cientista da conservação e pesquisadora vinculada à União de Escritores e Artistas de Cuba, realizou na quinta-feira, 26 de novembro de 2009, uma Conferência para apresentação de alguns resultados da primeira etapa do projeto “Conservação Preventiva para Instituições Cariocas que Abrigam Bens Culturais”.

paulo elian fala na mesa de abertura, observado pelas duas outras palestrantes

Paulo Elian, Ana Maria Pessoa e Milagros Vaillant durante o evento. Foto: Edmar Moraes Gonçalves

A abertura do evento, realizado no auditório da Fundação Casa de Rui Barbosa, foi feita por Ana Maria Pessoa dos Santos, diretora do Centro de Memória e Informação desta instituição, e Paulo Elian dos Santos, coordenador do projeto e vice-diretor de Informação e Patrimônio Cultural da Casa de Oswaldo Cruz (COC). Ana Maria falou sobre a harmonia do trabalho interinstitucional realizado, e Paulo Elian ressaltou a importância de se avançar na formação de pessoal na área de Conservação.

Nesta primeira fase do projeto, Milagros ministrou treinamentos com profissionais que trabalham nas instituições participantes, realizando ainda um diagnóstico das instalações de suas bibliotecas e arquivos, entre elas o Arquivo da COC e a Biblioteca de Ciências Biomédicas da Fiocruz. Um problema recorrente, tanto em instituições cariocas como em outras experiências internacionais, é a ausência de planos preventivos para catástrofes e desastres, falta de pessoal, problemas ambientais e inadequação dos locais que abrigam os bens, já que os mesmos muitas vezes não foram pensados, originalmente, para esse fim.

A respeito de sua experiência internacional, em Cuba e na Espanha, Milagros falou sobre algumas mudanças que foram conquistadas a partir da aplicação desta metodologia de trabalho, especialmente na adequação dos espaços e, mais especificamente na experiência cubana, na transformação do treinamento em conservação em um curso anual, o que trouxe ainda melhorias salariais para os profissionais da área.

O projeto carioca prevê outra etapa presencial, a ser realizada em outubro de 2010, quando serão estabelecidos planos de conservação preventiva para cada instituição, resultando ainda na publicação de material didático para auxiliar a formação de profissionais que trabalham com guarda de acervos.

O projeto que trouxe a professora ao Brasil foi coordenado pela Fiocruz, que integra o Grupo Interinstitucional de Estudos sobre Biodeterioração em Acervos, composto pelas seguintes instituições: Fundação Casa de Rui Barbosa, Arquivo Nacional; Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro; Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro; Fiocruz (COC e Icict); Mast, Iphan e Biblioteca Nacional.