Fiocruz
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Conheça os construtores da Casa de Oswaldo Cruz

12 nov/2021

Em 2021, a Casa de Oswaldo Cruz completou 35 anos.  Desde o início de nossas atividades, em 1986, enfrentamos desafios, mas também alcançamos vitórias: um espaço dedicado à divulgação científica, o Museu da Vida; uma tradição consolidada nas áreas da pesquisa histórica, de arquivo e documentação; de patrimônio histórico e da divulgação científica; um periódico científico, que é referência em seu campo do conhecimento, História, Ciências, Saúde – Manguinhos; programas de pós-graduação nas áreas de história das ciências da saúde, gestão do patrimônio cultural e divulgação da ciência, tecnologia e saúde, entre outras conquistas.

Coroando nossas realizações, temos também um prédio sede voltado para a preservação do acervo da Fiocruz sob nossa guarda e que nos permitiu reunir grande parte de nossos colegas. Nada seria possível sem pessoas empenhadas em dar o melhor de si nas suas áreas de conhecimento e atuação.

Nos próximos meses, apresentaremos relatos de quem colaborou para contruir a Casa de Oswaldo Cruz, tijolinho por tijolinho, nesses 35 anos. Com vocês, os protagonistas da história.

 

Claudia Souza e Silva, designer
Assessoria de Comunicação

Minha história na Casa começa em 1996, no concurso Fiocruz. Lembro, quando cheguei, da recepção no Prédio do Relógio, de ter madrugado esperando na Praça Pasteur, com medo de chegar atrasada no primeiro dia, e de ser recebida no Museu da Vida, que foi a minha primeira parada nessa jornada de quase metade da vida. Desse começo, uma das lembranças mais marcantes foi a de entrar timidamente em um auditório para uma assembleia da COC e a Wanda Weltman me perceber ali e vir se apresentar para me dar boas-vindas com uma voz doce.

Era um universo novo, que eu não fazia a menor ideia de como funcionava, o que eram os acervos, divulgação da ciência, história da saúde. Antes, eu trabalhava como desenhista de navio de guerra, então trabalhar em uma instituição de saúde e em uma unidade como a Casa era uma experiência muito diferente do que eu conhecia até então.

De lá pra cá, testemunhei adolescentes virarem adultos competentes, o surgimento de muitos primeiros fios brancos dos colegas de trabalho, muita gente chegando, outros saindo para seguir novos caminhos, alguns partindo.

Posso dizer que tive privilégios enormes aqui em casa e por eles agradeço muito: trabalhar na minha área, poder estudar, iniciar um doutorado ligando design à patrimônio cultural, trabalhar com quem foi importante na minha formação acadêmica (Viva, Saboya!), fazer amigos, ter grandes colegas e parceiros de trabalho, aprender, ter senso crítico, me divertir nas reuniões de projetos prazerosos, como a marca visual da unidade e a Biblioteca Virtual Oswaldo Cruz, e por aí vai.

Digo “aqui em casa” e não “na Casa”, porque a Casa de Oswaldo Cruz é a minha casa. É assim que eu me sinto aqui!

O que eu espero para a COC? Muitos projetos relevantes, que ajudem as pessoas a pensar, a criar e a desenhar um mundo melhor.

 

Tamara Rangel Vieira, historiadora
Departamento de História das Ciências e da Saúde

Ingressei na Casa de Oswaldo Cruz como servidora via concurso público em 2015, mas minha história na instituição remonta a 2001, quando tive minha primeira experiência em pesquisa como bolsista de iniciação científica. Na época trabalhei no projeto sobre a História da Poliomielite e de sua erradicação no Brasil, que vinha sendo desenvolvido na COC por uma equipe que incluía meu orientador e professor no curso de História da Universidade Federal Fluminense (UFF), André Campos. A área de História das Ciências e da Saúde era uma grande novidade para mim e aquela foi a oportunidade de conhecer não apenas suas potencialidades, mas de me aproximar de uma instituição de excelência, referência no campo e que viria a ser meu lugar de trabalho – que sorte a minha!

Ainda como bolsista, atuei em outro projeto importante na Casa, sob a orientação de Nísia Trindade Lima e Dominichi Miranda de Sá, dedicado à repercussão da viagem dos médicos Arthur Neiva e Belisário Penna ao interior do Brasil. Após esse segundo ano de iniciação científica, já formada e tendo participado de outros projetos, como a montagem da exposição sobre a trajetória de Roquette-Pinto, já tinha certeza sobre qual caminho seguir e ingressei no Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde, onde cursei o mestrado e o doutorado.

Hoje, além de pesquisadora, sou professora no Programa de Pós-Graduação do qual fui aluna e coordeno o Programa de Iniciação Científica da Casa e isso tem um grande significado pra mim, já que foi por esta porta que há 20 anos comecei a minha trajetória profissional. Sinto-me muito honrada por integrar um grupo de pesquisadores tão renomado e comprometido com os rumos da instituição e desejo que a Casa siga sendo um farol para jovens historiadores que, como eu, abraçaram a História das Ciências e da Saúde como caminho profissional possível e frutífero!

 

José Ribamar Ferreira, engenheiro
Museu da Vida

Eram os tempos de Sérgio Arouca, em que a Fiocruz se abria para as ciências sociais e para a divulgação científica, não por coincidência num momento em que o país vivia o seu processo de redemocratização. Em 1986, tive o prazer de assistir ao evento de inauguração da Casa de Oswaldo Cruz e logo vi que a partir de então a Fiocruz não seria mais a mesma, quando o patamar de diálogo com a sociedade e o sentimento de pertencimento, em mão-dupla, especialmente com as comunidades vizinhas, tomou uma nova dimensão.

Em 1996, fui convidado a fazer parte da equipe do Museu da Vida para ser o interlocutor do arquiteto Oscar Niemeyer e sua equipe no desenvolvimento do projeto do Complexo de Difusão Cultural e Científico, que completaria o circuito definitivo do museu. Esse projeto foi finalizado, mas infelizmente não foi viabilizado até o momento.

Entrar para o Museu da Vida foi um mergulho num universo muito rico, de uma equipe multidisciplinar, com muitos olhares para a realidade, composta por museólogos, educadores, artistas, historiadores, arquitetos e designers, como nunca tinha experimentado antes. Brincando, chamávamos a essa rica diversidade de profissionais de “nossa variada fauna”.

Posteriormente, em 1997, fui convidado para dar continuidade à implantação do Museu da Vida e depois da sua inauguração, em 25 de maio de 1999, continuei na coordenação até junho de 2005, quando promovemos a transferência do museu do “container” para sua atual sede. A partir desse momento me dediquei exclusivamente à implantação do Ciência Móvel, que foi inaugurado em outubro de 2006.

Finalmente, devo dizer que foi um prazer e uma honra participar da história do MV e da COC, onde vivi os melhores momentos da minha vida profissional e onde deixei muitos amigos, com os quais mantenho até hoje relações fraternas.

 

Waldir Pereira Silva
Museu da Vida

A mente retrocede ao final do ano de 1999 e lá se foram 22 anos… Passei na entrevista após convite… Lá estava eu, pronto para o meu primeiro dia de trabalho no Museu da Vida. Turbilhão de memórias, fotos, imagens, vozes, risos, choro, abraços, festas e, principalmente GENTE, chegam a minha cabeça no momento que traço essas linhas…

Vejo a Casa de Oswaldo Cruz (o famoso Prédio do Relógio), suas portas abertas com aqueles lindos móveis e vidros, que encantam até hoje a todos nós. O Container do MV [Museu da Vida]…como esquecer, impossível! Das reuniões dos terceirizados com a direção da COC (Nísia Trindade, à época) no Epidauro, tanta coisa… Em tempos de carrinho elétrico rodando no campus, como não lembrar da bicicleta que os [office-]boys usavam para levar e trazer as correspondências da unidade. Onde andará a Olimpíada da Saúde Fiocruz? Quantas saudades e momentos mágicos ficaram nas nossas lembranças daquelas competições entre as unidades e quantos camaradas fiz naquela época.

Já me bate uma necessidade de reunir todos esses amigos num churrasco como fazíamos antigamente, ou então a festa junina que o MV e COC fizeram no antigo prédio do Departamento de Manutenção de Equipamentos – DEMEC (se não me engano o nome) e que hoje é a sede do MV. Por fim, já muito emocionado, só tenho agradecimentos a fazer à Casa de Oswaldo Cruz, ao Museu da Vida e à Fiocruz por terem me dado esse maravilhoso presente de fazer parte desse momento. 

“Da casa dos meus pais no morro do Timbau, na Maré, de cima da laje, soltando pipa, cresci vendo ao longe as fantásticas torres do Castelo Mourisco. Tudo é possível…”  

 

Frederico Vicente da Cunha Orofino, analista em gestão de Saúde
Assistência Técnica em Planejamento e Gestão Estratégica

Minha história se inicia em 1994, quando fui selecionado pela Casa para compor a equipe de administração no projeto PAP – Programa de Aperfeiçoamento Profissional – como egresso de administração, com especialidade em análise de sistemas, o que logo me impôs o primeiro desafio: criar e implantar um sistema informatizado inédito de compras da unidade, que foi materializado no mesmo ano, e disponibilizado nos anos seguintes em sete unidades da Fiocruz – Hospital Evandor Chagas, do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas  (INI), Instituto Oswaldo Cruz (IOC), DIRAC (Cogic), DIRAD, hoje Coordenação-Geral de Administração (Cogead), DIREH, hoje, Coordenação Geral de Gestão de Pessoas (Cogepe), Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) e Presidência. Em 1999, outro desafio foi implantar o Núcleo de Informática, hoje Serviço de Tecnologias da Informação (STI), iniciando com quatro profissionais: eu, Marcello [Santana] e dois estagiários Ygor [Barros] e Carolina [Sacramento], que mantêm esse legado de compromisso com melhoria contínua na prestação dos serviços de tecnologia na unidade.   

Em 2002, outro desafio se impôs: montamos um grupo de estudo com colegas da unidade para participar do concurso da Fiocruz e ingressar nos quadros dessa instituição, que tanto tinha contribuído com a nossa formação profissional, e assim se deu: todo o grupo foi aprovado –  mais um desafio cumprido. Esse foi um dos maiores legados pessoais, um grupo que competia para as mesmas vagas se uniu e venceu o maior desafio das nossas vidas, na minha opinião.

Em 2010, um novo desafio: fui convidado a  participar da implementação do Sistema de Gestão da Qualidade do Cecal, hoje, Instituto de Ciência e Tecnologia em Biomodelos (ICTB). Nova equipe foi formada, o que deixou um legado de centenas de procedimentos implementados, três artigos publicados em revista especializada, trabalhos em anais técnico-científicos e auditorias internas, onde atuei como auditor líder, contribuindo para a formação de profissionais que atuaram no sistema, buscando a melhoria contínua dos processos de produção.

Em 2012, mais um desafio: fui convidado para integrar a equipe do Laboratório Internet Saúde e Sociedade da ENSP, como facilitador, para inclusão digital dos moradores de nove comunidades do entorno da Fiocruz, atendendo a um público dos 16 aos 80 anos, que deu origem ao selo Sérgio Arouca, que garante a qualidade da informação em sites de saúde. Trabalhar com esse público foi extremamente gratificante e um dos maiores desafios da minha trajetória institucional. 

Em 2015, ingressei na Assistência Técnica em Planejamento e Gestão Estratégica da COC para compor a equipe da Qualidade, com novo desafio de contribuir no alcance dos objetivos da unidade. Agradeço a unidade e aos profissionais que participaram dessa trajetória profissional e que são os pilares do alcance de qualquer desafio. 

Parabéns a Casa de Oswaldo Cruz, que nestes 35 anos vem cumprindo seus desafios na preservação da memória da Fiocruz, contribuindo nas atividades de pesquisa, ensino, documentação e divulgação da história da saúde pública e das ciências biomédicas no Brasil. Sinto-me orgulhoso de ter feito parte destes desafios. 

 De desafio em desafio, seguimos em frente, pois viver é o maior desafio que nos norteia.    

 

Fabiane Gaspar, especialista em gestão de C&T
Assistência Técnica de Cooperação

Servidora da Fiocruz desde 2012, estava em Biomanguinhos quando recebi o telefonema da Liene [Wegner], perguntando se eu teria interesse em trabalhar com cooperação na COC. Após processo de seleção com entrevistas, em agosto de 2013, atravessei o portal do Prédio do Relógio e ingressei no mundo Casa de Oswaldo Cruz, sem ter muita noção do que viria pela frente.

Desde então, tenho aprendido muito com todas as equipes da Casa: com o DEPES, aprendi sobre a importância da História e do legado das Ciências e da Saúde em nossas vidas, numa intensa relação do passado com o presente e futuro. Com o Museu da Vida, a paixão em mostrar a ciência de uma forma divertida que faça sentido para nós. Com o DAD e as Bibliotecas, carinho em cuidar do nosso precioso acervo que vai para além de um simples papel, foto ou livro, é uma história viva e dinâmica. Com o DPH, olhar e sentir as edificações como parte da nossa cultura, história, nossa integração e respeito com o meio que vivemos. Com a Secretaria Acadêmica, a atenção e carinho com todos que chegam.

Com a Administração, ASCOM (cinco anos amontoados e felizes), a própria Cooperação, Escritório de captação, Infra, Limpeza, Planejamento, Portaria, RH, as Secretarias de Departamentos e da Diretoria, Telefonia, STI, aprendi que todo problema tem solução, com vontade, inteligência, paciência, com muita ajuda e risos, vamos mantendo a COC em pleno funcionamento para que todos possamos trabalhar bem. E com a Diretoria da Casa, tenho aprendido a escutar, acolher, ponderar, amadurecer ideias, olhar diversas perspectivas para decidir da melhor maneira possível.

Nascida e criada com açaí, peixe e rios do Pará, sonhava em estar e construir espaços de escuta, cooperação e respeito em todos os níveis de convivência, entre as pessoas e meio ambiente. Para mim, a Casa representa a realização desse sonho e, por isso, participar de um ambiente organizacional top é uma das maiores vitórias que uma instituição pode se orgulhar. Espero para o futuro, que venham mais histórias felizes, sonhos realizados e continuar com o sentimento de pertencimento ao mundo Casa de Oswaldo Cruz.

 

Ruth Barbosa, jornalista
Revista HCSM / Ascom

Sou jornalista e, em 1986, integrei o grupo fundador da Casa de Oswaldo Cruz, onde passei a coordenar o núcleo editorial, responsável pelas primeiras publicações de seus catálogos e livros. Em 1994, participei com Paulo Gadelha, Sergio Goes de Paula e Jaime Benchimol, da elaboração do projeto da revista História, Ciências, Saúde: Manguinhos (HCSM), onde trabalhei como editora executiva até 2010.  

Antes da revista, editamos Cadernos de História e Saúde e Estudos de História e Saúde, precursores da revista, em que os pesquisadores da Casa escreveram seus primeiros artigos. 

O primeiro número da HCSM foi lançado em 26 de julho de 1994, dia do meu aniversário de 40 anos. Para mim, Manguinhos tem grande valor afetivo e simbólico.  

Nunca tinha participado, como profissional, de um projeto desde sua origem, o que veio a acontecer na Casa de Oswaldo Cruz, onde trabalhei durante 28 anos. Na COC, aprendi muito, tive vários mestres, diversifiquei meu trabalho, atuando como revisora e editora de textos, fazendo entrevistas, integrando equipes que elaboravam exposições, sendo a responsável pela preparação dos originais de diversos livros, dos quais participei da escolha dos projetos gráficos, de sua edição e divulgação.  

Acompanhei a trajetória da revista, nosso projeto editorial de maior fôlego, desde o seu surgimento até que estivesse alçando voos altos, quando conseguimos sua indexação, passamos a traduzir seus artigos para o inglês e o espanhol, lançamos sua versão on-line, que passou a figurar na SciELO (portal de revistas brasileiras que organiza e publica textos completos de revistas científicas na Internet, produz e divulga indicadores do uso e impacto desses periódicos). A revista surgiu num período em que a história das ciências, especialmente as ciências da saúde, era um campo de conhecimento ainda em formação. Não havia qualquer publicação específica, no Brasil, sobre o tema. Fomos os primeiros a fazer um periódico científico dedicado a este assunto, quando os pesquisadores das ciências humanas ainda se dedicavam a publicar livros.  

Não foi por acaso que fiz meu mestrado no IBICT-UFRJ, em 2000, quando estudei os periódicos científicas e fiz uma dissertação analisando a trajetória dos “Cadernos de Saúde Pública” e das “Memórias do IOC”, e sua transição do papel ao digital. 

Em 2010, com a revista reconhecida, fui para a assessoria de comunicação da Casa de Oswaldo Cruz, onde passei meus últimos quatro anos, trabalhando com uma equipe bem mais jovem, de colegas jornalistas, quando participamos da criação do portal da instituição, fizemos divulgação, reportagens, entrevistas e editamos publicações.  

Em 2014, me aposentei, no dia seguinte ao lançamento de “Vida, Engenho e Arte: o acervo histórico da Fiocruz”, de que fui uma das organizadoras, com Paulo Elian e Fábio Iglesias.  

Foi um imenso prazer ter integrado, durante este longo período, equipes tão produtivas da Casa de Oswaldo Cruz. Alguns, amigos da vida inteira. 

 

Leninha Monteiro, administradora
Direção da COC

Fui convidada para vir para Casa de Oswaldo Cruz em 2006. A sugestão para o meu convite partiu de uma colega muito querida, Andrea Ramos. Eu era responsável pela área de compras e contratações da antiga Diretoria de Administração (hoje, Cogead) e meu contato com a COC era intenso, fazendo as contratações da unidade, especialmente por ocasião da implantação do Museu da Vida. 

O convite oficial partiu de Nara Azevedo, pessoa por quem eu tinha imensa admiração por conta de aulas que ela ministrou no mestrado que eu fiz na Escola Nacional de Saúde Pública. Na manhã do convite, ela entrou na minha sala com a Andrea (Ramos) e simplesmente me pediu para ajudá-la a administrar a Casa de Oswaldo Cruz. [Nara] Queria modernizar a gestão da unidade e, ao mesmo tempo, tinha muita preocupação com a legalidade.

Aceitei o convite para a área de gestão onde encontrei pessoas muito queridas e comprometidas. No primeiro dia, entrou uma pessoa no prédio do Relógio, onde eu trabalhava, e perguntou se era ali que Oswaldo Cruz havia morado. Entendi logo que precisaria conhecer muito mais do que a gestão para realmente pertencer à COC e assim estou fazendo até hoje, compartilhando o que sei e buscando compreender o máximo possível sobre cada aspecto da COC. Sigo aprendendo, diariamente.

Na COC, ficou sob minha responsabilidade a descentralização administrativa e orçamentária, responder em nome da unidade por quatro concursos públicos, coordenar a elaboração coletiva de três planos quadrienais, a obra do Centro de Documentação, História e Saúde e os procedimentos para mudança de todas as áreas, inclusive a mudança dos acervos concluída esse ano. A COC é uma das unidades da Fiocruz onde todos têm condições de desenvolver muito bem seu trabalho. Para o futuro, espero que a unidade continue desenvolvendo sua missão com excelência, atraindo novos públicos, ampliando suas atividades de educação e pesquisa, sendo referência para preservação cultural, e compartilhando conhecimento sobre ciências e saúde de forma brilhante, como fazem nossos amigos do Museu da Vida. Para a gestão, espero um futuro de qualificação e de sincronia com o avanço da unidade. Não somos área meio, fazemos parte dos processos institucionais. 

De modo geral, minha expectativa é a de que a COC continue também sendo reconhecida por seus processos democráticos, pela pluralidade e pela defesa dos valores éticos e humanos. Amo muito! 

 

 

Aparecida Mose, especialista em recursos humanos e desenvolvimento de pessoas
Serviço de Gestão de Pessoas

Minha história com a Casa de Oswaldo Cruz começou em 2007.

Entrei no Serviço Público em 1980, no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e fui redistribuída para a Fiocruz em 1998, na Direh, atual Cogepe. Após nove anos, fui convidada para compor o RH da COC, para contribuir com os meus 27 anos de experiência.

Como já fazia parte da Comissão de Eleição da Presidência e da ASFOC (Sindicato dos trabalhadores da Fiocruz), passei a fazer parte também da Comissão de Eleitoral da Casa, me tornando “a guardiã” das urnas e cabines eleitorais, atividade que me fez ser conhecida e conhecer vários colegas por participar nos dias de votação e nas apurações. 

Na Casa, me senti valorizada, pois consegui realizar o sonho de cursar o Mestrado em 2009. Encontrei na COC uma unidade que incentiva a busca da titulação, elevando assim a autoestima dos servidores.

Na Casa, também, me senti apoiada quando, em 2019, precisei de apoio e quando passei por problemas de saúde na família e em ambos os casos a COC me abraçou. Momentos que jamais esquecerei.

Adorei o Projeto “Historia da Quarentena” onde relatei um sonho, de julho de 2020, sobre a vacinação contra a Covid-19 com a participação dos pesquisadores da Fiocruz, que logo depois virou realidade.  

Eu já poderia estar aposentada, mas são várias as razões do porquê prorroguei: gosto do meu serviço, do contato com colegas (apesar do distanciamento atual) do ambiente diferenciado da Fiocruz, seu Castelo, suas árvores, flores, arquitetura … e também por estar numa Casa “onde me sinto em casa”.

 

Dilene Raimundo do Nascimento, pesquisadora
Departamento de História das Ciências e da Saúde

Cheguei à recém-criada Casa de Oswaldo Cruz em 1987. Fui convidada pelo diretor Paulo Gadelha para trabalhar como pesquisadora no projeto sobre as políticas do INAMPS (Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social 1977-1993), na gestão Hésio Cordeiro. Não havia concurso a essa época. Fui contratada, como éramos todos da COC, e, em 1990 ou 1991, mudou o regime de contratação e passamos a RJU.

Durante todo o tempo de Casa de Oswaldo Cruz, trabalhei como pesquisadora no Departamento de História das Ciências e da Saúde. Vinda da área médica, eu era médica sanitarista, levei algum tempo para fazer a conversão para a História. A Fiocruz estabeleceu uma política de qualificação de seus pesquisadores. Assim, fui fazer mestrado em Saúde Coletiva no IMS/Uerj e, a seguir, doutorado em História Social, na UFF.

Tanto a qualificação quanto os colegas da COC muito contribuíram para a minha conversão. Passei a me dedicar a pesquisas em História das Doenças e das epidemias, entendendo que desse modo eu aproveitaria as minhas áreas de conhecimento. E assim foi durante 32 anos. Ao longo desse período, participei de várias atividades, desenvolvendo projetos de pesquisa, fazendo estágios no exterior, organizando eventos, publicando livros, montando exposições e outras, sempre no campo da História das Doenças. Também passei a integrar o Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde/COC, dando aulas e orientando dissertações e teses. Aposentei-me em maio de 2019, mas continuei vinculada ao PPGHCS.

A aposentadoria para mim não significou descanso do trabalho acadêmico, pois logo veio a pandemia da Covid-19 e fui muito solicitada para entrevistas, gravações para televisão e elaboração de artigos sobre história das pandemias, em função da expertise na minha área de pesquisa. A COC representou para mim um lugar de muita produção acadêmica, com discussões profícuas que muito contribuíram para o meu aprimoramento acadêmico. Dentre inúmeras vitórias da COC, eu assinalaria duas mais recentes. Uma delas é a incorporação de uma nova geração de pesquisadores, ocupando lugares na instituição, empreendendo um movimento salutar de renovação, significando que a COC sempre atrai novos pesquisadores qualificados. A outra vitória trata do novo e belíssimo prédio da COC. Eu pude desfrutar do novo prédio ainda por uns dois anos.

Mesmo estando fora do dia a dia da COC, faço loas à instituição e desejo muitas e muitas outras vitórias para a Casa de Oswaldo Cruz.
 


Cristina Guimarães, telefonista
Centro de História das Ciências e da Saúde

Minha história na Casa de Oswaldo Cruz se inicia em 2006, quando fui transferida do pavilhão 26 para cá, sob a direção da Dra. Nara Azevedo. Entrei na Casa com função de telefonista, a qual exerço com orgulho.

A COC, para mim, se enquadra no rol da minha segunda família, possuo muito apreço pela Casa. Em geral, de cada funcionário fiz um irmão, um amigo, cada um fazendo parte da minha própria história.

Vi inúmeras mudanças, como a conquista do nosso novo prédio, o CDHS: o prestígio das publicações e dos incontáveis livros; o acervo da Casa de Oswaldo Cruz, que foi transferido da Expansão, passando assim para a nossa responsabilidade; tive a honra de conhecer diversos ministros da Saúde, chanceleres de outros países; pude aprender a amar a história, ciência e patrimônio por meio da COC. Cada mudança de direção, até mesmo presenciar a Dra. Nisia Trindade se tornar presidenta da Fiocruz.

Vejo cada um em suas funções dando sempre o seu máximo potencial e comprometimento, como o Dr. Paulo Elian, Dr. Marcos José, Leninha, Liene e tantos outros que já passaram pela casa, por cada um sinto um enorme apreço. Meus votos mais sinceros para a COC é que tenhamos um futuro grandioso para continuar com este legado íntegro e primoroso, sendo de tal forma vitorioso em suas conquistas. Sinto-me honrada em fazer de certa forma parte desta história tão majestosa. Parabéns à Casa de Oswaldo Cruz por todas as suas vitórias e conquistas.

 

Suzi Santos de Aguiar, educadora
Museu da Vida

Tudo começou no curso de pedagogia da UERJ, quando a professora da disciplina Educação, Arte e Saúde, Carla Gruzman, falou do desenvolvimento do projeto Museu da Vida pela Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz. Naquele momento, pensei: 'Qual seria minha colaboração em um espaço de ciência, saúde e tecnologia e qual seria a contribuição na minha formação acadêmica?' Me candidatei a uma vaga como como bolsista de iniciação científica do projeto, e em fevereiro de 1997, comecei a minha aventura! 

Nessa jornada, passei por diferentes vínculos profissionais: bolsista PAP – Programa de Aperfeiçoamento Profissional, fui bolsista FAPERJ, em um projeto coordenado pela Dra. Nísia Trindade, na época, diretora da Casa de Oswaldo Cruz. Até o momento em que fui terceirizada como educadora no Museu da Vida, que veio a se tornar um departamento da COC. 

Fui aos poucos descobrindo os caminhos da divulgação científica e da história da ciência e da saúde pública nesse espaço, com a oportunidade de participar em diferentes pesquisas, projetos e fazer o mestrado em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde. São muitos os momentos de aprendizado, de construção colaborativa, de comemorações, amigos e sorrisos.

A COC faz parte da minha trajetória: são 24 anos de instituição. Desejo que a Casa continue desenvolvendo um trabalho de educação, pesquisa, divulgação científica, patrimônio e cultura, contribuindo cada vez mais para uma sociedade inclusiva e participativa. 

 

Ana Luce Girão, pesquisadora
Departamento de Arquivo e Documentação

Comecei a trabalhar na COC em 1986. Fui estagiária do projeto Memória da Assistência Médica da Previdência Social. Era um momento de redemocratização do país e, na Fiocruz, havia uma grande efervescência política. Por um lado, a reintegração dos 10 cientistas cassados em 1970 e, por outro, os ecos do debate ocorrido durante a 8ª Conferência Nacional de Saúde, propondo a universalização do sistema de saúde.

No ano seguinte, concluí a graduação e, junto com o grupo de jovens historiadores que acabara de se formar, fui contratada para atuar nos novos projetos de pesquisa que a COC implementava. Em 1989, a COC estruturou suas atividades finalísticas em departamentos e eu fui para o DAD [Departamento de Arquivo e Documentação]. Essa foi a minha principal escola. Com o tempo fui me habilitando também para a docência no Mestrado Profissional em Patrimônio.

Posso me considerar uma pessoa privilegiada por ter tido a oportunidade de trabalhar na profissão que escolhi, em meio a documentos, cartas, diários, fotografias, enfim, a memória de cientistas, intelectuais, da própria Fiocruz e de outras instituições, além de descobrir o prazer de dar aula e aprender tanto com meus colegas e com os alunos. 

Quando criança, ao passar pela Avenida Brasil e olhar pro Castelo, nunca poderia imaginar que viria trabalhar aqui. Hoje, a ideia que me vem é: Pense num lugar bom de trabalhar!

 

Carolina Sacramento, desenvolvedora de sistemas em TI
Serviço de Tecnologias da Informação

Entrei na COC em 1999, compondo a primeira turma de estagiários do então Núcleo de Informática. Nesses vinte e dois anos de casa, tive a oportunidade de me desenvolver enquanto profissional de TI em diversas frentes: desde o atendimento ao usuário, passando pelo apoio em processos de aquisição de equipamentos de informática, até o desenvolvimento de sites e sistemas, minha principal atribuição hoje.

Em todos esses anos tive o privilégio de trabalhar com pessoas incríveis tanto no Serviço de Tecnologia da Informação, quanto no Serviço de Gestão da Informação, em que atuei por cinco anos. Por participar de diversos e diferentes projetos, como o site COC, a Base Arch, as Bibliotecas Virtuais, entre outros, também fiz muitos amigos e parceiros de trabalho na Assessoria de Comunicação, na Cooperação, no DAD, na Biblioteca e em vários outros setores da COC e unidades da Fiocruz. Optei por não mencionar nomes neste relato, pois foram muitas as pessoas queridas que passaram pela minha trajetória profissional.

Falar da COC é falar de parcerias, de crescimento, de oportunidades, de conquistas coletivas. A COC é minha escola, é o que eu sei fazer. Além de contribuir para minha formação enquanto profissional de TI, a COC abriu meus caminhos para a acessibilidade no universo digital, quando em 2008, fui designada a estudar o tema e aplicar no Portal, que estava em desenvolvimento. Foi um trabalho coletivo incrível que culminou na conquista do Prêmio Todos@Web em 2013: premiação nacional para reconhecimento das iniciativas de acessibilidade em sites. Depois do prêmio decidi me especializar na temática, ingressando no mestrado e doutorado, com incentivo e apoio da diretoria, da área de recursos humanos e dos meus companheiros de trabalho.

Espero que a COC do futuro ofereça seus produtos e serviços, inclusive os digitais, pautados na inclusão e na diversidade, garantindo que todos e todas tenham acesso à informação e à comunicação, direito humano essencial.


Rogério Sousa Leite, porteiro
Centro de Documentação e História da Ciência

Minha história na Casa de Oswaldo Cruz começou no ano de 2017.

Até hoje, fico emocionado quando lembro do primeiro dia em cheguei no setor para trabalhar na portaria da COC.

E como de costume, fui recebido de uma forma linda e acolhedora. É assim que sinto todos os dias: acolhido e abraçado por todos vocês que fazem parte da minha jornada desde que cheguei à COC até os dias de hoje.

Trabalhar na Casa de Oswaldo Cruz é gratificante e extremamente enriquecedor. Cresci muito como ser humano e como profissional. Sinto-me honrado em fazer parte desses 35 anos e espero que eu possa continuar contribuindo da melhor forma possível e fazendo parte dessa família.
 

Waldir Ribeiro, biólogo
Museu da Vida

Meu ciclo com a COC teve inicio no ano 2006, quando fui convidado pelo Luis Fernando Donadio [SPCOC] para realizar uma pesquisa iconográfica para a exposição Energia do Museu da Vida. Após finalizar esse trabalho, surgiu um novo convite, desta vez, para compor o quadro de mediador no projeto Ciência Móvel. Os laços com a divulgação científica foram se estreitando cada vez mais.

Depois de alguns anos, passei a compor o quadro de coordenadores do Ciência Móvel, e hoje, com muita honra e prazer, faço parte do quadro de mediador do Museu da Vida, ou melhor: biólogo educador do Museu da Vida! Devo essa trajetória à oportunidade que a Casa de Oswaldo Cruz me ofereceu há aproximadamente 15 anos.


Ygor Santos Barros, desenvolvedor de sistemas em TI
Serviço de Tecnologias da Informação

Minha história na Casa de Oswaldo Cruz começou em 1999, mais precisamente em 23 de agosto. Participei do processo seletivo para uma das vagas de estágio de nível médio do então recém formado Núcleo de Informática da Casa de Oswaldo Cruz, conhecido como INFOCOC (atualmente, STI). Junto com Carolina Sacramento, fomos os pioneiros no programa de estágio curricular em informática na unidade. Na época, com meus 16 anos, foi a minha primeira oportunidade de trabalho. Durante esse período, nossa responsabilidade era apoiar os colaboradores da COC no contexto da Informática. Com a graduação e pós-graduação, especializei-me na área de desenvolvimento de sistemas, onde atuei até 2010. Neste mesmo ano, fui convidado para um dos maiores desafios da minha trajetória: ocupar a coordenação da área de TI da unidade, atividade que estou exercendo atualmente.

Durante esses 22 anos de COC pude experimentar emoções diferentes, já que durante todo esse percurso passei por vínculos diferentes, como estagiário, Bolsista PAP (Programa de Aprendizagem Prática), Prestador de serviço autônomo (RPA), terceirizado e, em 2006, ingressei no quadro de servidores da instituição. Falar da COC é sempre gratificante pois é o local onde passei metade da minha vida, entrei muito jovem e amadureci como pessoa e profissional. Foi aqui que recebi incentivo para crescer e me capacitar constantemente, além de ser minha primeira e única experiência profissional. Sou muito grato e guardo um carinho muito grande por todos que contribuíram, e ainda contribuem para a minha jornada, e não posso deixar de mencionar neste relato três pessoas em especial: o Fred e o Marcello, que me acolheram desde o início e, que junto com a Carolina, se tornaram amigos no decorrer desses anos.

Tenho orgulho de ter participado de projetos relevantes ao longo desses anos que contribuíram para a missão institucional. Entretanto, não posso deixar de mencionar a felicidade de ter contribuído com o projeto do Portal da COC, vencedor do prêmio nacional de acessibilidade na categoria governo e geral. Torço para que a COC continue sendo esta instituição altamente acolhedora, propiciando aos colaboradores um ambiente saudável para o exercício das suas atividades.
 

Marise Lachini, bibliotecária
Biblioteca de História das Ciências e da Saúde

A minha história na COC é curiosa, com direito até a uma linha do tempo.
Uma amiga capixaba me enviou a oferta para a vaga na Biblioteca de Educação e Divulgação Cienfífica do Museu da Vida, em 2012, para substituir a bibliotecária Beatriz Schwenck enquanto ela aguardava a vinda da Gabi. Eu tinha acabado de retornar para Niterói e a oportunidade de trabalhar na COC surgiu a 500km de distância. Não fui selecionada na primeira entrevista, mas meses depois, a vaga retornou para mim, ingressando no contrato em março de 2012.


Permaneci seis meses felizes na biblioteca do Museu, amando tudo e a todos, quando, em novembro de 2012, fui remanejada para o Serviço de Gestão da Informação [hoje, extinto]. Novos serviços, novos amigos e muito amor envolvido: Ivone, Érica, Verônica, Marcus e Jeferson foram parceiros de trabalho e de vida, foram cinco anos de muitas alegrias e realizações. Então, novamente, em 2017, comecei após o Ano Novo uma nova jornada profissional, agora na Biblioteca de História das Ciências e da Saúde. Novos serviços, novos amigos e muito amor envolvido pelas Coleções Especiais e obras raras, e pela minha grande paixão: os acervos bibliográfico, arquivístico e museológico de Oswaldo Cruz.


Sinto o maior orgulho de dizer que fiz parte dessa história que foi a mudança do acervo bibliográfico para a casa nova. Foram momentos incríveis e de puro contentamento, onde comunguei de um sonho coletivo de transportar um acervo com cerca de 34 mil itens. Pertencer à equipe de excelência da biblioteca da COC, me preenche de satisfação e muita honra por estar nesta família chamada Casa de Oswaldo Cruz.
Muito obrigada pela oportunidade de escrever a minha história de vida junto com a da COC.


Dominichi Miranda de Sá, pesquisadora
Departamento de História das Ciências e da Saúde

Comecei a trabalhar na Casa de Oswaldo Cruz entre os anos 1994 e 1995, como PIBIC  (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica e Tecnológica) no Departamento de História das Ciências e da Saúde, em um projeto da pesquisadora Vera Portocarrero sobre a história da pesquisa em Doença de Chagas. Entre 1996 e 2003, fiz mestrado e doutorado na Universidade Federal do Rio de Janeiro com temas de história das ciências, carreira pela qual eu já tinha me decidido por causa da minha maravilhosa experiência no PIBIC. Frequentei por muito tempo os arquivos do Departamento de Arquivo e Documentação da COC como estudante.

Em 2000, ganhei o prêmio de pesquisa do Centenário da Fiocruz e fui convidada por Nísia Trindade Lima para trabalhar em seu projeto sobre a produção intelectual do antropólogo Edgard Roquette-Pinto. Nos anos desta pesquisa, vivemos uma fase de trabalhos muito ricos: fizemos entrevistas, pesquisas em diferentes arquivos, seminários; realizamos uma exposição itinerante, que viajou por muitos estados; organizamos livro; escrevemos muitos textos de divulgação.

Em 2005, obtive uma bolsa de pós-doutorado da Capes, em um período no qual o financiamento, a visibilidade e a importância da ciência brasileira ganhavam enormes impulso e expansão, e passei a atuar também no Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde (PPGHCS). A COC fervilhava de projetos e ideias nesses anos, expandindo a pesquisa e a pós-graduação em história, recebendo alunos de muitos diferentes lugares do Brasil.

Fiz o concurso de 2006, fui efetivada em 2008, e há 13 anos faço, com muito orgulho e alegria, parte do quadro de pesquisadores da Casa de Oswaldo Cruz. Por conta da COC e da sua visão histórica da ciência para todas e todos, já fui dar aulas, fazer pesquisa e ajudar a montar exposições em todas as regiões do Brasil. É muito honroso representar a instituição com uma visão de ciência tão democrática, generosa e inclusiva.
 

Nathacha Regazzini, arquivologista
Departamento de Arquivo e Documentação

Entrei na Casa em cinco de julho de 1995, dia que ficou na lembrança, porque, nessa data, estava sendo inaugurada a Biblioteca de Manguinhos. Comecei como bolsista de iniciação científica, trabalhando com imagens da Amazônia gravadas em vídeo.  Atuei em todas as áreas do Serviço de Arquivo Histórico do Departamento de Arquivo e Documentação. A Casa é o lugar onde eu aprendi a gostar do mundo da arquivística, foi e continua sendo uma verdadeira escola de conhecimentos e práticas em arquivo permanente, área que se tornou minha paixão. Posso mencionar dois exemplos de ações em que participei ativamente e que representam duas conquistas para a unidade: o lançamento da Base de descrições arquivísticas Arch, em junho de 2010, e a produção do memorial descritivo da parcela de sete mil negativos de vidro do fundo IOC [Instituto Oswaldo Cruz], contemplada no edital nacional de 2012 do Programa Memória do Mundo da UNESCO, com a chancela de patrimônio documental da humanidade.
Desejo que a Casa possa preservar o nível de excelência em suas áreas de atuação alcançado nesses 35 anos de existência.
 

Anna Beatriz de Sá Almeida, pesquisadora
Departamento de História das Ciências e da Saúde

Sou a Anna Beatriz (Bela) e trabalho na COC há 33 anos. Ingressei no Departamento de Ciências Sociais da Ensp/Fiocruz, em 1987, ainda na graduação, e vim para a Casa em dezembro de 1988 para integrar a equipe do projeto Memória da Tuberculose no Brasil com as pesquisadoras Tania Maria Dias Fernandes, Dilene Raimundo do Nascimento e mais tarde, Lorelai Kury. Esse projeto tem destaque pois foi a minha inserção no campo da história das doenças e da história oral, de onde nunca mais me afastei! Encerrando o projeto, publicamos em formato de livro o primeiro catálogo de história oral do qual participei.

Logo que cheguei na COC aos 22 anos, recém-graduada em História pela Universidade Federal Fluminense, fui incentivada a entrar no mestrado. Prossegui como pesquisadora até que em 1991/92, ingressei na vida sindical, compondo a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores da Fiocruz (Asfoc). Essa opção se deveu ao interesse que eu tinha, desde a graduação, em história do trabalho, e que se ampliou, com o ingresso na COC, para a área da história da saúde e das doenças. Hoje, percebo que as coisas estão bem mais tranquilas com relação à participação sindical.

Acredito que o trabalho em conjunto dos departamentos e setores da Casa de Oswaldo Cruz seja o grande caminho para o seu contínuo fortalecimento, questão que sempre teve e tem grande relevância na minha trajetória na COC.

 

Teresinha Iracema Alves da Silva, serviços gerais
Direção

Trabalhar na COC foi muito gratificante e ser convidada para participar desses 35 anos é um privilégio. Durante o tempo que Deus preparou para mim na Casa, acompanhei e presenciei muitas coisas boas. 

Lembro-me com saudade de quando cheguei à Fiocruz para trabalhar como auxiliar de serviços gerais na COC, em 1993, onde me senti feliz ao ser bem recebida pela diretora.

Sempre dei o meu melhor para que os servidores pudessem trabalhar com tranquilidade, mantendo tudo limpinho. Consegui conquistar a amizade e o respeito de todos com minha dedicação. No meu aniversário, todos faziam festas “surpresa” e estavam presentes para me prestigiar, inclusive as chefias. Mesmo com a mudança de empresas, eu permaneci protegida, pois a diretoria não deixava ninguém mexer comigo. E isso me fazia mais feliz e segura. Fui uma das primeiras a ser convocada pelas chefias para acompanhá-las para o CDHS e fui com muito prazer.

Me orgulho muito de ter sido privilegiada, sinto saudades, muitas saudades. Agradeço pelo carinho, compreensão, pela amizade de todos que fizeram parte da minha vida e que guardo no meu coração.
Casa de Oswaldo Cruz, me sinto lisonjeada de fazer parte da vida de cada um de vocês.
 

Vinícius Pequeno, fotógrafo
Departamento de Arquivo e Documentação

Meu trabalho como fotógrafo na COC começou há 25 anos, resultado do primeiro concurso público da Fiocruz, sempre no Departamento de Arquivo e Documentação. Lidando na maior parte do tempo com itens do acervo arquivístico, como fotos e negativos, ao longo do tempo a percepção da importância desse acervo sob responsabilidade da COC foi ficando cada vez mais evidente. E a minha responsabilidade de participar de ações de preservação, acesso e divulgação desse material para o público também. Agora no Centro de Documentação e História da Saúde, a expectativa é que esse acervo único possa estar cada vez mais acessível a todos, sendo cuidado e preservado com mais eficiência e segurança.

 

Lorelai Kury, historiadora
Departamento de História das Ciências e da Saúde

Em 1988, eu estava fazendo Mestrado e participei de uma seleção para trabalhar no projeto de 'História da Tuberculose' da COC. Quem me entrevistou foi a Nísia Trindade, hoje nossa presidente. No final de 1990, fui para a França fazer Doutorado e depois do meu retorno fui convidada para participar de uma exposição sobre viagens científicas, organizada pela Casa, em comemoração aos 500 anos do Descobrimento [do Brasil]. A exposição foi montada no Espaço Cultural dos Correios e eu, Nísia Trindade e Magali Romero Sá fomos as curadoras.

Em 1998, fui aprovada em concurso público como servidora da COC. Desde então, venho trabalhando com pesquisa em história das ciências, com livros, exposições e ensino. Sinto saudades daqueles velhos tempos das grandes exposições presenciais, quando o mundo virtual era secundário em nossas vidas. Essa saudade não impede que eu tente me adaptar aos novos tempos. Estou começando a aprender a participar de vídeos, com pesquisa de imagens, roteiro e argumento para buscar divulgar os resultados de nossas pesquisas não apenas por meio de textos. Para mim, a COC representa trabalho em equipe, dinamismo e muita vontade de tornar meu trabalho instrutivo. Na Fiocruz, eu sinto que participo de algum modo de um esforço coletivo para construir um Brasil mais feliz, mais justo e mais soberano.