Você sabia que a Fiocruz, por meio da Casa de Oswaldo Cruz, guarda o mais significativo acervo no campo da história das ciências e da saúde no Brasil? É um patrimônio riquíssimo, testemunho de processos históricos importantes, que ilustra como a ciência está muito mais próxima do nosso dia a dia do que às vezes imaginamos.
Marise Lanchini, da Biblioteca de História das Ciências e da Saúde, compartilha sua paixão pelo trabalho que realiza. Ela destaca a importância da biblioteca na preservação e disseminação do conhecimento científico e histórico.
O documentário apresenta livros do acervo da biblioteca do médico e cientista Oswaldo Cruz. Com depoimentos de Nara Azevedo, pesquisadora da Casa, e das bibliotecárias Eliane Dias e Marise Lachini, mostra, através de clássicos da ciência da coleção, a vida cultural daquele momento do século 20.
Com foco em diversas obras seminais da história da medicina e da saúde dos séculos XVIII ao XX, este projeto restaurou 350 livros e digitalizou 20 obras raras, todas disponíveis online. Algumas delas fazem parte de coleções particulares de cientistas como Carlos Chagas e Oswaldo Cruz, que refletem seus interesses e atividades em áreas como parasitologia, fisiologia, entomologia, bacteriologia e epidemiologia. O vídeo também aborda as técnicas utilizadas na restauração dos livros.
O projeto foi patrocinado pelos Laboratórios Bagó do Brasil.
Especializada em história da medicina, história da saúde pública, história, sociologia e filosofia da ciência, a biblioteca inclui em sua coleção literatura primária e secundária nessas áreas, com destaque para obras clássicas no campo das ciências biomédicas e da saúde pública, além de material bibliográfico pertencente a coleções particulares de profissionais da área da saúde.
Conta com cerca de 80 mil itens e desenvolve atividades de tratamento e recuperação de seu acervo.
A biblioteca também possui aproximadamente 400 exemplares classificados como obras raras. Os principais critérios utilizados para atribuir raridade às suas obras são a relevância temática e história para a área do conhecimento, a quantidade de exemplares acessíveis nas redondezas, e a unicidade do exemplar, identificada por meio das marcas de propriedade impressas pelo colecionador.
Conheça o Acervo de Obras Raras da COC e o Acervo de Obras Raras da Fiocruz
A biblioteca possui aproximadamente 400 exemplares classificados como obras raras
Os principais critérios utilizados pela biblioteca para atribuir raridade às suas obras são a relevância temática e história para a área do conhecimento, a quantidade de exemplares acessíveis nas redondezas, e a unicidade do exemplar que é identificada por meio das marcas de propriedade que o colecionador imprimiu nelas. Um destes exemplares é o Almanach das senhoras para 1880, publicado sob a proteção de sua majestade a Rainha, a Senhora D. Maria Pia.
Conheça o Acervo de Obras Raras da Fiocruz
Consulta e empréstimo
A consulta local ao acervo é aberta a todos os públicos. O empréstimo domiciliar exclusivo à comunidade Fiocruz.
Reúne os acervos que integram a Rede de Bibliotecas da Fiocruz.
Reúne a produção intelectual da instituição em formato digital.
São poucas, mas significativas, as referências ao Instituto Pasteur na Coleção Oswaldo Cruz. Os três volumes de autoria de Calmette sobre a purificação das águas e o livro sobre soroterapia, bem como o tratado de microbiologia de Duclaux, abordam assuntos pertinentes ao universo de pesquisa do brasileiro, evidenciando a afinidade de interesses científicos que o aproximava dos franceses.
"Fiquei aflitíssimo com a notícia da visita do zeppelin a Londres [...]. Já não há mais segurança aí. Não temo o resultado dos zeppelins como armas de guerra, mas são capazes de causar sérias infelicidades", escreveu Oswaldo Cruz em carta à esposa, que permanecera em Londres, com os filhos. A família saiu ilesa do ataque aéreo e chegou ao Rio ao fim de agosto.
Dentre as diversas obras que integram a biblioteca de Oswaldo Cruz, chama a atenção um conjunto de títulos que tratam da febre amarela. Ao todo, são 38 publicações, entre livros e relatórios, que remetem ao debate científico sobre a forma de transmissão da doença, ocorrido na virada do século 19 para o século 20.
Todas as curas: histórias de diversidade, ciência e saúde no Brasil é o tema de abril da BHCS. Confira a seleção de artigos sobre o assunto e o livro Vozes indígenas na saúde: trajetórias, memórias e protagonismos, com narrativas dos próprios indígenas.
Os títulos recém-adquiridos para o acervo da BHCS estão listados no Boletim Bibliográfico. As obras abordam temas como história da medicina, saúde pública e políticas públicas. Acesse a edição de março.
O projeto pretende ampliar o livre acesso ao acervo arquivístico, bibliográfico e museológico da Casa, além de promover outras atividades de difusão da informação sobre a história da saúde pública, a história das ciências e políticas de saúde.