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Encontro às Quintas discute genética de populações humanas no Brasil no século 20

13 mar/2014

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O Encontro às Quintas de 13 de março recebeu Ricardo Ventura Santos, pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) e professor do Departamento de Antropologia do Museu Nacional. Em sua apresentação, o biólogo situou as investigações dos geneticistas James Neel, da University of Michigan, e Newton Morton, da University of Hawaii, no contexto da Guerra Fria e explorou as construções acerca de “primitividade” que orientaram as pesquisas genéticas no Brasil.

Os influentes pesquisadores norte-americanos dos campos da genética de populações e da antropologia física conduziram estudos sobre diversidade biológica humana de populações brasileiras no início da década de 1960, com foco em grupos indígenas e migrantes nordestinos em São Paulo.
 
Anteriormente, Neel e Morton estudaram os efeitos biológicos da exposição à radiação decorrentes das explosões atômicas no Japão na Segunda Guerra Mundial. Em sua apresentação, intitulada Genética de populações humanas no Brasil na segunda metade do século 20: as várias vertentes da noção de “primitivos” no contexto da Guerra Fria (1960-1970), Ventura Santos argumenta que uma análise acerca da trajetória desses trabalhos ajuda a iluminar a história das pesquisas sobre diversidade biológica humana no pós-guerra em uma escala global. 
 
Formado em Biologia pela Universidade de Brasília, Ventura Santos é mestre e doutor em Antropologia pela Indiana University. Além de vários artigos em periódicos nacionais e estrangeiros, publicou The Xavante in Transition, que lhe rendeu o prêmio de melhor livro interdisciplinar do General Anthropology Division da American Anthropological Association em 2003, e Inventário Analítico do Arquivo de Antropologia Física.