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Laboratório de Conservação recebe nome de José Carlos Camello

29/11/2023

Participativo, curioso, alegre, de humor ácido, crítico e com muita personalidade; democrático, um ser humano de extrema grandeza. Assim é lembrado José Carlos Camello da Costa, ou simplesmente Camello, que estava sempre disposto a oferecer seus conhecimentos para as atividades na área de conservação e preservação de documentos dos acervos da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz). Em reconhecimento ao trabalho e importância do profissional, a Casa nomeia o Laboratório de Conservação José Carlos Camello, promovendo evento em 12 de dezembro, das 14h às 16h30, no Salão de Conferência Luiz Fernando Ferreira do Centro de Documentação e Saúde (CDHS), no campus da Fiocruz, em Manguinhos, no Rio de Janeiro. Na ocasião, estarão presentes representantes da família, o diretor da Casa, Marcos José de Araújo Pinheiro e amigos. Camello foi o primeiro conservador-restaurador da Casa de Oswaldo Cruz e coordenou a Seção de Conservação até sua aposentadoria, em 30 de abril de 2012.

O Laboratório é um dos espaços integrantes do Serviço de Conservação e Restauração de Documentos (SCRD), área do Departamento de Arquivo e Documentação (DAD) responsável por planejar, implementar e supervisionar ações de preservação de acervos e das Biblioteca de História das Ciências e da Saúde (BHCS) e de Educação e Divulgação Científica Iloni Seibel, vinculada ao Museu da Vida Fiocruz.

A trajetória de Camello
Filho de José Camello da Costa e Odete da Costa, José Carlos Camello da Costa nasceu a 30 de junho de 1949, no Rio de Janeiro. Graduado em arquivologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF) em 1985, teve como sua primeira escolha o curso de história, ao qual se dedicou por apenas 4 semestres na mesma instituição, entre 1977 e 1979. Decidiu mudar. Cursou arquivologia por considerá-la mais prática e por lhe agradar mais do que o curso anterior.

Camello fez especialização em Conservação e Restauro de Documentação Gráfica pela Escola de Artes Gráficas Teobaldo de Nigris e Felício Lanzar, Aber/Senai (2000), e atuou como conservador e restaurador de documentos no DAD.

Ao fazer o curso na Associação Brasileira de Encadernação e Restauro (Aber), Camello foi capacitado a entrar no campo de ação, ganhando conhecimento sobre as ferramentas, produtos químicos, procedimentos e equipamentos necessários ao desenvolvimento pleno da atividade no departamento da Casa.

O Departamento
Criado em 1989 na estrutura da Casa de Oswaldo Cruz, o DAD tem como finalidade desenvolver ações de organização, preservação e difusão de documentos sobre a história da saúde e da Fiocruz. Uma década depois de ser instituído, no entanto, houve a necessidade de novas ações para lidar com a quantidade e diversidade de itens documentais sob sua guarda.
Com esse diagnóstico, em 2000 foi implantado um pequeno laboratório de conservação para que as atividades fossem feitas integralmente na Casa e diminuir as consultas ao Arquivo Nacional, a principal instituição arquivística do país. E isso estava em consonância com as estratégias da COC, através do DAD, e alinhado ao desejo do arquivista José Carlos Camello.
Em sua origem, a área de conservação atendia basicamente à demanda do DAD no que se refere à higienização de documentos e algumas ações básicas de preservação.
Sob a gestão do historiador e pesquisador Carlos Fidélis da Ponte, foram feitas as primeiras compras de material específico para atividades de preservação, pequenas obras de adequação do espaço de trabalho e a contratação de auxiliares que o ajudassem, sobretudo nas atividades de higienização dos documentos.

Relação com os animais e amante do Carnaval carioca
Sua relação de amor com os animais merece destaque, especialmente aqueles encontrados na Expansão da Fiocruz, atualmente Campus Fiocruz Maré. Ele e outros profissionais se preocupavam com o conforto, sobrevivência digna e cuidados essenciais aos animais. Chegou a adotar uma gata, batizada de Madona, mas, que de vez em quando, era chamada carinhosamente de ‘jaguatirica’, por sua característica arisca.
Amante de viagens e muito ligado à natureza, Camello foi ao Jalapão (Tocantins) e a Cuzco, no Peru. Esteve em La Paz, na Bolívia, e no Ushuaia, na Argentina. Também viajou ao deserto do Atacama, no Chile, e em Fernando de Noronha. Por mais de uma vez Camello visitou a Chapada Diamantina, na Bahia. Era amante do Carnaval de rua do Rio de Janeiro. Fez muitos amigos e adorava cozinhar. Ele recebia seus amigos em casa para almoços, que duravam a tarde toda. Durante uma caminhada no Parque Nacional do Itatiaia, que abrange os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, Camello sofreu um infarto e faleceu aos 68 anos, em 19 de maio de 2018.

Serviço

Evento: Criação do Laboratório de Conservação José Carlos Camello
Data: 12 de dezembro
Horário: 14h às 16h30
Local: Salão de Conferência Luiz Fernando Ferreira do Centro de Documentação e História da Saúde - CDHS (4º andar), no Campus de Manguinhos (RJ).

 


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