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Patrimônio e território da sede da Fiocruz é destaque em suplemento de HCSM

2024-01-25

César Guerra Chevrand

A relação entre território, memória e patrimônio no campus sede da Fundação Oswaldo Cruz e seu entorno é analisada no segundo suplemento do volume 30 da revista História, Ciências, Saúde - Manguinhos.

Acesse o conteúdo na íntegra.

Análise

Em artigo sobre as transformações espaciais ocorridas no território ocupado pela instituição a partir de 2000, os pesquisadores do Departamento de Patrimônio Histórico da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) Renato da Gama-Rosa Costa, Renata Soares Costa Santos e Matheus Gonçalves Góes argumentam que as duas primeiras décadas do século 21 foram representativas para a história contemporânea da Fiocruz e demonstraram seu protagonismo no cenário nacional da saúde.

O trabalho relaciona as transformações no uso dos territórios com a política institucional da Fundação no contexto nacional, ressaltando as demandas sociais que impactaram a instituição, especialmente as transformações urbanas de grande porte e as pandemias. Com base na análise dos relatórios institucionais, da base digital cartográfica e de imagens aéreas, os pesquisadores da COC investigam as mudanças ocorridas no campus Manguinhos-Maré e no discurso de sujeitos institucionais gestores e projetistas.

Com base no Núcleo Arquitetônico Histórico de Manguinhos, da Fiocruz, e seu Plano de Requalificação, o diretor da Casa de Oswaldo Cruz e professor do Programa de Pós-Graduação em Preservação e Gestão do Patrimônio Cultural das Ciências e da Saúde da COC/Fiocruz, Marcos José de Araújo Pinheiro, e a bolsista em pesquisa Roberta dos Santos de Almeida analisam o significado da participação social em processos de reconhecimento, apropriação, preservação e valorização do patrimônio cultural.

Em Saúde urbana, direito à cidade e as comunidades de Manguinhos no Rio de Janeiro, o doutorando do Programa de Pós-Graduação em Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Luís Carlos Soares Madeira Domingues e a professora e pesquisadora do mesmo programa Rosângela Lunardelli Cavallazzi propõem "uma leitura crítica do contexto histórico urbanístico e social das comunidades de Manguinhos considerando a fundamentação teórico-metodológica do campo da saúde urbana, apoiada no paradigma da determinação social da saúde e do direito à cidade".

Professora e pesquisadora da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPJV/Fiocruz), Renata Reis investiga "as justificativas do projeto 'Lugar de memória: história e vida dos trabalhadores técnicos da Fiocruz', uma iniciativa de educação patrimonial que relaciona o patrimônio arquitetônico do campus Manguinhos com a memória e as muitas histórias dos auxiliares de laboratório que atuaram no Instituto Oswaldo Cruz em seus trinta primeiros anos de existência". Seu objetivo é estabelecer "um diálogo entre passado e presente da história da Fiocruz [...] integrando espaços virtuais a ambientes históricos".

Depoimento

Bibliotecário por formação, palhaço, fotógrafo e cordelista, como se define, Leonardo de Souza Melo, ou Leo Salo, é entrevistado pela professora da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) Elis Regina Barbosa Angelo na seção Depoimento do suplemento da HCSM.  No bate-papo, discute-se a criação de instrumentos de interação no território de Manguinhos, promovidos por ações de escuta da comunidade. Por meio dos cortejos de palhaçaria, as ações do “coletivo de provocação artística” Experimentalismo Brabo procuram criar cenários de interação, escuta e colaboração com os moradores locais.

Imagens

Luta contra o apagamento: acervo comunitário de fotografias da igreja São Daniel Profeta, em Manguinhos é o título do artigo da coordenadora do Núcleo de Estudos de Urbanismo e Arquitetura em Saúde Inês El-Jaick Andrade, e do arquiteto da Casa de Oswaldo Cruz Éric Alves Gallo. A partir de uma seleção de fotografias digitalizadas no projeto de educação patrimonial desenvolvido pela Comissão de Preservação da Igreja de São Daniel Profeta entre 2019 e 2021, os autores analisam como tais registros contribuem para a compreensão das relações de afeto estabelecidas e a estratégia da inserção da Igreja católica e do Estado em territórios de favelas na segunda metade do século 20 na cidade do Rio de Janeiro.


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