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Fundo Luiz Fontenelle disponível para consulta

10/05/2010

A organização do fundo Luiz Fontenelle (1929-2008) acaba de ser concluída e a descrição está disponível no site do Arquivo da Casa de Oswaldo Cruz. O trabalho de processamento técnico foi realizado entre dezembro de 2009 e abril deste ano.

A doação dos documentos foi resultado de entrevista realizada com Fontenelle, em 2007, pelos pesquisadores Nísia Trindade Lima e Marcos Chor Maio, no âmbito do projeto "Sobre o Signo do Desenvolvimento: Ciências Sociais, Educação Sanitária e Alimentação (1945-1964)", contemplado pelo edital Cientista do Nosso Estado da Faperj. O acervo foi doado oficialmente em 2009, por Helena Maria Peregrino Fontenelle, viúva de Fontenelle.   

Composto por 2,1 metros de documentos textuais, além de documentos iconográficos e cartográficos, o conjunto reúne cartas, projetos de pesquisa, relatórios, mapas e fotografias sobre a vida pessoal e a trajetória profissional do titular como antropólogo, pesquisador do Serviço Social Rural e sanitarista do Serviço Especial de Saúde Pública. Entre outros documentos do fundo, destaca-se o dossiê referente à pesquisa realizada em 1961 sobre as condições de vida e trabalho rural no município de Ibiapaba (CE).


Sobre Luiz Fontenelle:

Formado em Geografia e História, atuou ao longo de sua vida como antropólogo. Em 1953 foi admitido como técnico auxiliar no Museu Nacional, onde trabalhou como assistente de pesquisa do professor visitante Carl Withers durante a pesquisa realizada em Arraial do Cabo (RJ). Em 1955 deixou o Museu Nacional e ingressou como pesquisador no Serviço Especial de Saúde Pública (SESP). Logo após o ingresso foi mandado para Aimorés (MG), onde realizou a pesquisa da qual resultou um livro publicado em 1959 (Aimorés: análise antropológica de um programa de saúde. Rio de Janeiro: DASP, Serviço de Documentação, 1959). Em 1956, iniciou um curso de especialização em Berkeley (Universidade da Califórnia), retornando ao Brasil, em 1957. Nesta ocasião foi enviado pelo SESP para Linhares (ES), onde realizou pesquisa sobre consumo de água. No mesmo ano, inscreveu-se no curso de mobilização nacional da Escola Superior de Guerra. Em 1959 foi cedido ao recém criado Serviço Social Rural (SSR) do Ministério da Agricultura. Durante este período realizou a pesquisa que considerava a mais importante de sua carreira, muito embora não a tenha concluído: o trabalho em Ibiapaba (CE), sobre a questão agrária no Brasil. Por ordem do presidente Jânio Quadros, que determinava que todos os funcionários cedidos retornassem às suas instituições de origem, foi obrigado a interromper sua pesquisa e se reapresentar ao SESP. Em 1961 fez pesquisa em Itumbiara (GO) SSR sobre os problemas agrários do Brasil. Em 1962 foi contratado pelo reitor da Universidade Federal do Ceará e em 1965 assumiu a direção do Instituto de Antropologia e começou sua reestruturação, assim como a do curso de Ciências Sociais. Concluiu seu Doutorado na França em 1972. Trabalhou também nos ministérios da Educação, Saúde, Agricultura, Dataprev e no Inamps.

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