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Ícone da Divulgação Científica, José Reis ganha biografia e site sobre seu acervo

21/11/2018

Ícone da divulgação científica no Brasil, José Reis acaba de ganhar uma biografia e um site sobre seu acervo. A obra José Reis: caixeiro-viajante da ciência foi produzida com base no acervo do cientista, composto por cerca de 9.500 itens, sob a guarda da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz). Já o site Acervo José Reis explora o vasto legado do autor nas diversas áreas que atuou. O lançamento das iniciativas aconteceu no dia 22 de novembro, no Salão de Conferências do Centro de Documentação e História da Saúde.

Organizado pela jornalista e pesquisadora da COC, Luisa Massarani, a historiadora Mariana Burlamaqui e a jornalista Juliana Passos, a publicação José Reis: caixeiro-viajante da ciência conta com 122 páginas que apresentam a história do grande divulgador científico, desde o seu nascimento, a partir de anotações do próprio Reis, além de álbum de fotos, documentos pessoais e publicações, incluindo capas de suas obras infantis, como A cigarra e a formiga e O menino dourado. O livro José Reis: caixeiro-viajante da ciência  pode ser acessado online.

No site Acervo José Reis, é possível consultar o acervo completo de Reis, navegar na linha do tempo que destaca alguns marcos e curiosidades de sua história, conhecer a atuação política do cientista na busca de apoio à ciência e à educação, acessar poemas de sua autoria e trabalhos acadêmicos já publicados sobre sua trajetória. O site foi desenvolvido com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. 

“Apesar da importância de José Reis para a ciência e a divulgação científica brasileiras, há ainda poucos trabalhos sobre este personagem tão interessante, o que nos motivou a escrever esta biografia”, destacou Luisa, acrescentando que “a obra é uma oportunidade de dar visibilidade a Reis e seu acervo, que está na COC em fase de organização”, completou.

José Reis foi um dos fundadores da Sociedade Brasileira do Progresso da Ciência (SBPC), em 1948, e seu primeiro secretário-geral. Foi ainda criador da revista Ciência e Cultura, em 1949. Teve também uma longa atuação de 55 anos no Grupo Folha – de 1947 (ainda na Folha da Manhã), até 2002, ano de sua morte, na Folha de S. Paulo. Em reconhecimento à importância de seu trabalho, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) criou em 1978 um prêmio nacional que leva o seu nome, o Prêmio José Reis de Divulgação Científica, concedido a pessoas e instituições que contribuem significativamente para a divulgação científica no Brasil.

José Reis: caixeiro-viajante da ciência 

Muitas das questões levantadas por José Reis já na década de 1930 sobre a interação entre ciência e sociedade permanecem atuais. Médico e cientista, Reis foi – e continua sendo – também um ícone da divulgação científica no Brasil, tendo atuado em jornais e revistas de grande circulação, como a Folha de S. Paulo, a partir da década de 1940. Mas o desejo de difundir conhecimentos se manifestou ainda na infância: aos 11 anos, escreveu Alma Infantil, um manuscrito minuciosamente ilustrado com conselhos de moral e cívica, que já demonstrava seu talento com as palavras. Essa e outras preciosidades do cientista são exploradas no livro José Reis: caixeiro-viajante da ciência


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