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Mestrado em Divulgação Científica na COC apresenta primeiras dissertações

19/10/2018

Os alunos da primeira turma de mestrado do Programa de Pós-graduação em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) apresentaram os resultados das primeiras dissertações desenvolvidas no âmbito do Programa. Blogs científicos, zika-microcefalia-aborto, uma pesquisa exploratória sobre o público potencial do Museu da Vida da COC, além de um estudo sobre o discurso científico na produção de José Reis no Grupo Folha, foram alguns dos temas abordados pelos treze novos mestres que iniciaram o curso em 2016. O Programa tem como objetivo formar pesquisadores qualificados para a produção de novos conhecimentos que visam incrementar o diálogo dos campos da saúde, da ciência e da tecnologia com a sociedade e que induzam o desenvolvimento de novas ações e estratégias de divulgação científica. Os interessados no mestrado em divulgação científica têm até 31 de outubro para se inscrever on-line pela plataforma SIGA. As aulas começam em março de 2019. Para mais informações [Clique aqui].

“A área de divulgação científica é relativamente nova no mundo, começou a tomar corpo nos anos 1980 e foi intensificada mais recentemente. Logo, a pesquisa acadêmica pode ajudar na prática da divulgação científica, na medida em que apresenta evidências científicas para entender melhor a relação entre ciência e público, além de como melhorar e incrementar esta relação”, destacou Luisa Massarani, coordenadora do Programa. O mestrado é resultado de uma parceria da COC com o Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, o Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), a Fundação Cecierj e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O potencial e a evolução dos blogs brasileiros na comunicação da ciência motivaram a pesquisa “Blogues científicos nacionais e a sua atuação na interface entre a academia e a sociedade”, apresentada pelo biólogo José Antônio Dias da Silva e orientada pelo pesquisador da COC Fábio Castro Gouveia, que buscou caracterizá-los por meio de um mapeamento extensivo, reunindo informações sobre quantidade de acessos e conexões com outros blogs, sites e redes sociais. O estudo mostra também como os blogs se articulam com formas alternativas de avaliar o impacto dos artigos científicos publicados em revistas especializadas. Para saber mais sobre o estudo, clique aqui.

“Qual a palavra que nunca foi dita? Vozes e discursos nas notícias sobre zika-microcefalia-aborto” foi o tema da dissertação do jornalista Washington Luis Carbone Castilhos, que teve orientação da pesquisadora da COC Carla Almeida. Para analisar como os jornais O Globo e Folha de S. Paulo, Washington analisou matérias publicadas entre novembro de 2015 e dezembro de 2016, e levantou questões relacionadas ao direito ou não de mulheres grávidas infectadas pelo vírus zika em escolher interromper a gravidez, quais os argumentos utilizados pelos jornais. Clique aqui e confira os resultados da pesquisa.

Por que escolas públicas localizadas no entorno da Fiocruz ainda não trouxeram seus alunos para conhecer o Museu da Vida? Este foi o questionamento feito pela bióloga Eliza da Cunha Cabral na sua pesquisa “O público potencial escolar do Museu da Vida: um estudo exploratório em escolas da zona norte da cidade do Rio de Janeiro”, com orientação da pesquisadora Vanessa Guimarães. Por meio de um questionário aplicado à equipe docente e administrativa responsável por selecionar as atividades complementares realizadas pelas escolas, o estudo apontou que a falta de transporte e a verba reduzida foram os principais motivos para que as escolas não visitem o Museu. Os participantes registraram também o desejo de que as visitas aconteçam e de que se estabeleça uma maior aproximação entre o Museu e as escolas. Leia mais sobre o tema.

Cientista, jornalista, divulgador: José Reis, divulgador científico singular, que ajudou a consolidar instituições importantes para a ciência brasileira, foi o tema da dissertação da jornalista Juliana Passo “A acomodação do discurso científico na produção de José Reis no Grupo Folha”, sob orientação da pesquisadora Luisa Massarani. O estudou destacou a produção intelectual do divulgador. Leia a entrevista com a autora, clique aqui.

Objeto de estudo da jornalista Marina Lemle, a revista História, Ciências, Saúde – Manguinhos (HCSM), editada pela Casa de Oswaldo Cruz e disponível em acesso aberto no portal SciELO, foi um dos primeiros periódicos científicos brasileiros a criar blogs e páginas nas redes sociais. Ela analisou dados do SciELO, do blog e do Facebook da revista e buscou compreender os caminhos trilhados pelo público e o potencial das redes sociais na comunicação e divulgação da ciência. A dissertação "Para pares e ímpares: a experiência da revista História, Ciências, Saúde – Manguinhos no Facebook", orientada pelo pesquisador da COC Fábio Gouveia, enfocou somente as mídias em português. Clique aqui e confira a entrevista do “Conta aí, mestre”.

O Museu de Ciências da Terra foi alvo da dissertação “A divulgação científica no Museu de Ciências da Terra: aspectos históricos e dimensões educativas” da historiadora Nathalia Roitberg, com orientação do pesquisador Ildeu de Castro Moreira, que traçou um panorama histórico do surgimento do Museu e fez uma análise das estratégias que têm sido empregadas para tornar suas práticas museológicas mais eficazes. Leia mais

As primeiras defesas de dissertações da primeira turma do mestrado em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde foram realizadas entre julho e agosto de 2018. Ao todo, 13 trabalhos produzidos no âmbito do Programa foram apresentados.


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