Ir para o conteúdo

Fiocruz homenageia Museu Nacional na abertura da SNCT 2018

17/10/2018

#museunacionalvive. Uma homenagem a instituição científica mais antiga do Brasil, atingida por um incêndio de grandes proporções no último dia 2 de setembro, marcou a abertura da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) 2018, no auditório do Museu da Vida, em Manguinhos (RJ).  Pesquisadora e vice-diretora de Pesquisa e Educação da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), Magali Romero Sá apresentou a conferência O Museu Nacional e seu papel na história das ciências e da saúde no Brasil.

A abertura oficial do evento deste ano, que tem como tema Ciência para a redução das desigualdades, contou com a presença da presidente da Fundação Oswaldo Cruz, Nísia Trindade Lima, do vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Manoel Barral, do diretor da Casa de Oswaldo Cruz, Paulo Elian, do chefe do Museu da Vida, Alessandro Batista, e de representantes dos alunos e do sindicato dos trabalhadores da Fiocruz. Em nome da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), instituição a qual o Museu Nacional está vinculado, estiveram presentes o reitor da UFRJ, Roberto Leher, e a vice-diretora do Museu, Cristiana Serejo.

Em sua apresentação, Nísia Trindade Lima, destacou a importância da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia para o país e as parcerias entre a Fiocruz e a UFRJ nas áreas de ciência, saúde, educação e cultura. “O Museu Nacional faz parte de um projeto de país mais generoso, que existe e resiste. Tem uma importância fundamental para a história da ciência do Brasil e eu estou muito emocionada com essa homenagem”, disse a presidente da Fiocruz. Diretor da COC, Paulo Elian reafirmou a importância das políticas públicas voltadas à ciência para a diminuição das desigualdades no país. “As políticas de divulgação e popularização da ciência são fundamentais para a compreensão do papel da ciência em um país que se pretende desenvolvido e democrático”, explicou Paulo Elian.

Reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Roberto Leher agradeceu a solidariedade e realçou as afinidades entre a UFRJ e a Fiocruz, assim como entre o Museu Nacional e o Museu da Vida, vinculado à Casa de Oswaldo Cruz. “Esta parceria é estratégica para o futuro da ciência e da cultura no país. Em nossa perspectiva, a ciência deve estar comprometida com valores emancipatórios. O incêndio no Museu Nacional é, de certa forma, uma metáfora do que está acontecendo no Brasil”, assinalou Leher. Vice-diretora do Museu, Cristiana Serejo também lamentou os prejuízos com o incêndio de setembro e ressaltou o apoio da Fiocruz e de outros setores da sociedade. “Estamos todos abalados, mas o Museu Nacional está se reerguendo. Está vivo”, disse Cristiana Serejo.

Na conferência de abertura do evento, a pesquisadora e vice-diretora de Pesquisa e Educação da Casa de Oswaldo Cruz, Magali Romero Sá recordou a criação e a formação do acervo do Museu Nacional desde o século XIX. “Falar sobre o Museu Nacional é falar sobre a própria formação do Brasil como nação independente e soberana. Desde sua fundação, em 1818, sua história é indissociável da história da pesquisa científica do país”, comentou. Magali Romero Sá também lembrou da participação decisiva de pesquisadoras pioneiras como Heloísa Alberto Torres, Bertha Lutz e Emília Snethlage na história da instituição científica mais antiga do Brasil. “Sua marca como instituição de referência está preservada graças às análises históricas já disponíveis para compreender a importância de suas agendas. Apesar de todos os revezes, o Museu Nacional vive”, finalizou a vice-diretora da COC.


Compartilhe

Facebook Twitter Google Plus E-mail Imprimir

Compartilhe

Facebook Twitter Google Plus E-mail Imprimir