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Arquivo pessoal de Luis Rey é doado à Casa de Oswaldo Cruz

02/04/2018

“Transferir esse acervo para a Fundação Oswaldo Cruz é dar continuidade à história do meu pai, é continuar com a vida dele. Porque é o que ele sempre gostou de fazer. Passar o conhecimento dele para que outras pessoas pudessem aproveitar ao máximo e seguir adiante. É uma satisfação muito grande estar aqui e participar desse encontro e dessa homenagem. Muito obrigada”.

Em um discurso emocionado, em nome da família, a filha do cientista Luis Rey, Clara Rey, formalizou a doação do arquivo pessoal de seu pai à Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz). A cerimônia foi realizada durante o evento no Museu da Vida, em Manguinhos (RJ), que celebrou o centenário do médico e pesquisador emérito da Fiocruz, falecido em março de 2016, às vésperas de seu aniversário de 98 anos.

O arquivo pessoal do cientista reúne documentos textuais e iconográficos datados das décadas de 1920 a 2000. Os documentos de seu arquivo referem-se a sua vida pessoal, como relações familiares e de sociabilidade, bem como a sua trajetória profissional, desde os tempos de graduação até a sua produção intelectual na área de parasitologia.

Durante as homenagens ao pesquisador, a presidente da Fundação Oswaldo Cruz, Nisia Trindade Lima, destacou a importância do acervo para a história da ciência, da saúde pública e também para a história do Brasil do século 20. “O professor Luis Rey é, de fato, alguém cuja trajetória expressa a luta e o trabalho de cientistas brasileiros para que a ciência resolvesse grandes problemas da nossa sociedade. Luis Rey vive e permanece não só como memória, mas como exemplo para inspirar novas gerações e novos trabalhos”, afirmou Nísia.

Diretor da Casa de Oswaldo Cruz, Paulo Elian agradeceu a confiança da família e também ressaltou o prestígio e a influência de Luis Rey como cientista e homem da saúde pública. “Com a formalização da doação, o arquivo se torna efetivamente um bem público. A gente quer agradecer muito a confiança que a família deposita na Fiocruz para doar e abrigar esse acervo que será preservado e passará a ser um bem de uso público para a sociedade brasileira. Preservando isso, a gente está contribuindo para uma parte da história do Brasil”, disse Paulo Elian.

O centenário de Luis Rey

A cerimônia de assinatura do termo de doação do arquivo de Luis Rey à Fiocruz fez parte da programação do evento que celebrou o centenário de nascimento do cientista. Logo após os discursos na mesa de abertura, houve a estreia do documentário Rey, ciência em defesa da vida, dirigido por Marina Saraiva e de Wagner de Oliveira. O filme é uma produção do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), com o apoio da VideoSaúde, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz).

Diretor do Instituto Oswaldo Cruz, José Paulo Gagliardi Leite saudou a memória do professor Luis Rey, “de uma ciência comprometida com a realidade”. “Em cada unidade da Fiocruz pelo Brasil tem uma parte do professor Luis Rey”, pontuou. Diretor do Icict/Fiocruz, Rodrigo Murtinho enfatizou a importância do documentário para tornar pública a história de um dos grandes nomes da parasitologia do país. “É uma satisfação contribuir com mais um projeto que resgata e torna possível o acesso à trajetória de mais um grande pesquisador brasileiro”, complementou.


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