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COC leva “O Controle do Tabaco no Brasil: uma trajetória” a Nilópolis

25/08/2017

Cartaz de campanha contra o fumo feita pelo Ministério da Saúde, Organização Mundial de Saúde , Instituto do Câncer e outras instituições de saúde

Quando o tabaco chegou ao Brasil? Como a indústria incentivou a produção e o consumo de cigarros? Quais os riscos que representam para a saúde? Quais as ações de saúde pública são adotadas para o seu controle no País? Os temas são discutidos na exposição “O Controle do Tabaco no Brasil: uma trajetória”, iniciativa da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), em parceria com o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca). O público confere até o dia 18 de setembro – com entrada grátis – na Galeria de Arte Willy Voigot, que fica na sede da Prefeitura de Nilópolis. Ao longo das últimas décadas, após evidências científicas, não restam mais dúvidas sobre os prejuízos do fumo à saúde. Com mais de 4.700 substâncias tóxicas, o cigarro causa dependência e uma série de doenças, como câncer, doenças cardiovasculares e respiratórias, envelhecimento precoce, impotência sexual, menopausa precoce, osteoporose e catarata. A mostra é uma das iniciativas do projeto História do Câncer: atores, cenários e políticas públicas, desenvolvido pelo Inca e a Fiocruz, por intermédio do Departamento de Pesquisa em História das Ciências e da Saúde da COC. Tem como objetivo produzir conhecimento histórico sobre a trajetória do controle do câncer no Brasil e as medidas para a divulgação de ações de prevenção da doença. A exposição integra os festejos pelos 70 anos da cidade.

Ao visitar a exposição, é possível conhecer os embates entre organizações brasileiras ligadas à saúde pública e a indústria do fumo, a partir do século 20, período no qual o desenvolvimento industrial e o surgimento de novos estilos de vida possibilitaram o aumento do consumo de cigarros. Com o tempo, houve aumento do número de doenças e mortes relacionadas ao tabagismo (doença causada pela dependência à nicotina, presente no cigarro), transformando-o em importante problema de saúde pública. “O Controle do Tabaco no Brasil: uma trajetória” apresenta curiosidade em torno do nome da planta, que está relacionada ao embaixador francês em Lisboa, Jean Nicot, no século 16. Graças ao diplomata, seu nome científico, nicotiana tabacum, foi adotado por médicos e boticários. Jean Nicot foi responsável ainda pela introdução do rapé, feito a partir do tabaco, na corte francesa. A exposição mostra ainda que o tabaco começou a ser utilizado por volta do ano 1000 a.C., nas sociedades indígenas da América Central. Era usado em rituais mágico-religiosos, com objetivo de purificar, contemplar, proteger e fortalecer os ímpetos guerreiros. Com as viagens dos navegadores europeus, cinco séculos atrás, o produto alcançou outras regiões do mundo. Chegou ao Brasil, provavelmente, com a migração de tribos tupi-guaranis.

Serviço

Exposição: “O Controle do Tabaco no Brasil: uma trajetória”

Data: até 18 de setembro

Local: Galeria de Arte Willy Voigot - prefeitura de Nilópolis

Endereço: rua Pedro Álvares Cabral, 305, Centro.

Visitação: segunda a sexta-feira, das 9 às 17h. Grátis.


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