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O acervo Oswaldo Cruz está de casa nova!

18/10/2021

O arquivo histórico e a coleção bibliográfica de Oswaldo Cruz estão agora no prédio do Centro de Documentação e História da Saúde (CDHS). Cartas, documentos, imagens, livros, charges, entre outros itens, revelam o ecletismo e as paixões do cientista que inaugurou o Instituto Soroterápico de Manguinhos, em 1900. O conjunto de documentos e obras, além de informar sobre o patrono da Fiocruz e sua trajetória, lança luz sobre uma época de grandes inovações nas ciências biomédicas e na saúde pública no Brasil.

A partir do acervo Oswaldo Cruz, nas próximas semanas, vamos mostrar a riqueza de diversos acervos da Fiocruz, constituídos por documentos de diferentes gêneros, do século 18 aos dias atuais, que foram transferidos para uma nova casa - o CDHS - construído especialmente para ampliar ainda mais o nível de segurança na gestão do valioso patrimônio da Fiocruz sob a guarda da Casa de Oswaldo Cruz.

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Coleção Oswaldo Cruz

Sob a guarda da Biblioteca de História das Ciências e da Saúde da Fiocruz estão mais de 2 mil obras, com livros que abordam desde temas médicos, até fotografia e I Guerra Mundial. Os livros apontam não só para os possíveis interesses de Oswaldo Cruz, mas também de seu círculo familiar mais próximo.

Publicados em inglês, francês, espanhol, alemão e português, os itens trazem nas lombadas, contracapas e folhas de rosto elementos que atestam seu pertencimento à biblioteca de Oswaldo Cruz: a assinatura do cientista, carimbos institucionais, dedicatórias e o ex-libris – uma espécie de vinheta que identifica o proprietário de um livro – com sua célebre frase “Fé eterna na ciência”.

Nesse conjunto bibliográfico, que inclui obras significativas por si mesmas, mas também publicações relevantes em relação à trajetória profissional e intelectual de Oswaldo Cruz, três grandes grupos se destacam. O primeiro deles, marcado por títulos relacionados à vida profissional do cientista, traz livros de medicina em geral, microbiologia, medicina tropical, saúde pública e higiene. Um segundo conjunto significativo que também remete ao universo profissional é o dos manuais técnicos relacionados à prática laboratorial. O terceiro, aborda um amplo espectro de assuntos, que compreendem temas bem específicos, como linguagem indígena, automóveis e arte decorativa, até outros mais amplos, como literatura, poesia, música e história.

Arquivo de Oswaldo Cruz

O arquivo de Oswaldo Cruz – reconhecido em 2007 como patrimônio documental da humanidade pelo Comitê Nacional do Programa Memória do Mundo da Unesco – é composto de cerca de três metros de documentos textuais e iconográficos e inclui sua correspondência pública e privada, discursos, relatórios, artigos científicos, fotos e desenhos científicos, entre outros. Referem-se à vida pessoal e à trajetória de Oswaldo Cruz como pesquisador e diretor do Instituto Oswaldo Cruz, diretor da Diretoria Geral de Saúde Pública e prefeito de Petrópolis, bem como representante do Brasil em eventos no exterior.

Datado de 1889 a 1972, o arquivo originou-se de documentos que permaneceram no Instituto Oswaldo Cruz após a morte do cientista, em 1917, e foi organizado primeiramente pelo arquivista Albino Antonio Taveira na década de 1940. No início dos anos 1970, por ocasião das comemorações do centenário de nascimento de Oswaldo Cruz, o museólogo Luiz Fernando Fernandes Ribeiro elaborou um primeiro inventário desses documentos, que foram abertos à consulta.

Em 1986, o arquivo foi transferido para o prédio da Cavalariça, parte do Núcleo Arquitetônico Histórico de Manguinhos, onde se instalou o Museu de Oswaldo Cruz, então responsável pela preservação da memória institucional. Desde 1990, o acervo encontra-se sob a custódia do Departamento de Arquivo e Documentação da Casa de Oswaldo Cruz. A ele foram incorporados, por doação, documentos de Oswaldo Cruz que se encontravam em posse de seus descendentes Roberto Marinho de Azevedo Neto e Stella Oswaldo Cruz Penido.

Um inventário analítico do arquivo de Oswaldo Cruz foi publicado em 2003, com a sua descrição completa, além de uma cronologia e um caderno com 35 imagens sobre as trajetórias pessoal e profissional do cientista. Atualmente, o inventário do arquivo está disponível para consulta online na base Arch.


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