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Parques do Brasil: segundo episódio apresenta o Parque Nacional das Sempre-Vivas

21/07/2020

O segundo episódio da nova temporada da série Parques do Brasil apresenta o Parque Nacional das Sempre-Vivas. A exibição será no próximo domingo, 02/08, às 19h, na TV Brasil. Criado em 2002, a unidade protege uma área de 124 mil hectares na Serra do Espinhaço - a única cordilheira brasileira e um dos lugares com mais espécies endêmicas de plantas do Brasil e do mundo. Parques do Brasil é uma série de TV e Web que tem o objetivo de promover a popularização do conhecimento científico sobre as unidades de conservação brasileiras, especialmente, os parques nacionais e a biodiversidade, enfatizando a relação entre o meio ambiente, a saúde e a qualidade de vida da população.

Para a segunda temporada também estão previstos programas sobre o Parque Nacional do Descobrimento (23/8) e o Parque Nacional do Iguaçu (30/8). A série Parques do Brasil é uma parceria entre a Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade-ICMBio.

Entre os destaques do Parque Nacional das Sempre-Vivas estão o Campo de São Domingos e as sempre-vivas. Personagem principal do parque, sempre-vivas é nome popular de uma série de plantas, a maioria delas da família das eriocauláceas, que mantem a aparência de uma planta viva mesmo depois de coletadas e secas. 

Os telespectadores poderão conhecer também o mocó (Kerodon rupestris), um roedor que habita os morros rochosos da cordilheira, formando verdadeiras comunidades. O passeio pelo Parque Nacional das Sempre-vivas mostra ainda as nascentes do córrego de São Domingos e do Rio Jequitaí. A unidade protege mais de 600 nascentes, que alimentam as bacias dos rios Jequitinhonha e São Francisco. 

O documentário revela, ainda, várias espécies de mamíferos que habitam o parque, como o lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) e a anta (Tapirus terrestris), a enorme variedade de aves, como o chopim-do-brejo(Pseudoleistes guirahuro) e o joão-de-pau(Phacellodomus rufifrons), e apresenta o Distrito de Curimataí, em Buenópolis, e sua espetacular Cachoeira de Santa Rita. No alto dela, conhecemos rochas antigas que guardam as marcas de um deserto anterior à formação da Cordilheira. 

Plantas de interesse para as ciências da saúde também podem ser conferidas no episódio, como uma parente da arnica (Lychnophora sp), a azulzinha (Evolvulus sp), a quina-da-serra (Remijia ferruginea), a flor-de-veado(Odontadenia lutea) e a camarinha (Gaylussacia brasiliensis). Na região conhecida como Fazenda Arrenegado, por exemplo, foram identificadas mais plantas que estão sendo estudadas com o objetivo de encontrar novos fármacos, como o pereiro (Aspidosperma dispermum). 

Os inúmeros rios do parque também são destaques do episódio, como as corredeiras do rio Inhaí e o espetacular rio Inhacica Grande. Ao Norte da unidade, no município de Olhos d’Água, são encontradas uma espécie de sempre-viva raríssima, que depois de identificada pelo viajante-naturalista George Gardner no século XIX, ficou esquecida, até ser redescoberta no parque recentemente. Outro ponto alto do Parque Sempre-Vivas é a espetacular Serra do Galho que possui mais de 1500 metros, ponto culminante do parque e da região, que serve de referência para viajantes de todas as épocas.

Parque Nacional do Itatiaia

Apresentando o Parque Nacional do Itatiaia, a segunda temporada da série Parques do Brasil estreou no dia 26 de julho, na TV Brasil. 

O episódio vai levou o espectador a uma viagem pela avifauna, montanhas, nascentes e diversidade de plantas dos campos de altitude do Parque Nacional de Itatiaia, o mais antigo do país. Localizado entre as duas maiores metrópoles brasileiras, Rio de Janeiro e São Paulo, a reserva ambiental protege um trecho que vai da Serra da Mantiqueira, no Vale do Paraíba do Sul, na divisa dos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.

No passeio pela a avifauna foi possível conhecer espécies como a saíra-sete-cores (Tangara seledon), o araçari-banana (Pteroglossus bailloni), o entufado (Merulaxis ater), o tiê-sangue (Ramphocelus bresilius). Já no rio Campo Belo e suas várias cachoeiras, primatas ameaçados como o Muriqui-do-Norte (Brachyteles hypoxanthus), a onça-parda (Puma concolor), o queixada (Tayassu pecari) e plantas emblemáticas da Mata Atlântica e da Floresta Ombrófila densa submontana, como o  palmito-juçara (Euteper edulis) e o samambaiaçu (Dicksonia sellowiana), além de plantas endêmicas como a Bromélia Nidularium itatiaiae são os destaques.

Planalto do Itatiaia: região já registrou temperatura de -13ºC

Entre picos que alcançam quase três mil metros de altitude, como o das Agulhas Negras, o programa contou, ainda, histórias sobre uma das localidades mais frias do Brasil, o planalto do Itatiaia que já registrou 13 graus abaixo de zero e nevascas em pleno Estado do Rio de Janeiro.

Entre as espécies encontradas na região estão o sapo-flamenguinho (Melanophryniscus moreirae) - símbolo da unidade-, o lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) – o maior canídeo brasileiro -, e, uma enorme diversidade de plantas, muitas delas endêmicas e de interesse para as ciências da saúde, como a erva Hesperozygis myrtoides, o poejo-do-campo (Cunila galioides), a estévia (Stevia camporum) e a macela-do-campo (Achyrocline satureoides). 

O episódio revelou ainda que o maciço do Itatiaia funciona como uma imensa caixa d’água, garantindo a proteção de várias nascentes e rios de uma bacia hidrográfica que atende uma população de mais de 17 milhões de pessoas.

Calendário de exibição:
26/07, domingo| Parque Nacional do Itatiaia, às 19h. Reprise dia 09/08
02/08, domingo | Parque Nacional das Sempre-Vivas, 19h. Reprise dia 16/08
23/08, domingo | Parque Nacional do Descobrimento, às 19h. Reprise no dia 06/09
30/08, domingo | Parque Nacional do Iguaçu, às 19h. Reprise no dia 16/09

Ficha Técnica:
Direção: Carlos Sanches
Imagens, Concepção e Conteúdo: Carlos Sanches e Luciana Alvarenga
Narração: Sidney Ferreira
Roteiro: Carlos Sanches e Stephania de Azevedo
Trilha sonora original: Flavia Tygel
Edição e Finalização: Carolina Rodrigues e Filipe Ronqui
Ilustrações e Videografismo: Marco Bravo e Sergio Pranzl
Sonorização e Mixagem: Maurício de Azevedo
Correção de Cor: Glauco Guigon
Coordenação do Projeto: Luciana Alvarenga, Carlos Sanches e Marcia Muchagata


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