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Encontro às Quintas discute o tema ‘Cientistas no Exílio: Autoritarismo, Sofrimento e Conhecimento’

22/11/2019

Haveria especificidades no exílio dos cientistas? Se, como nos advertiu Edward Said, o exílio é o estado de nunca estar satisfeito, plácido ou seguro, qual seria a característica que os diferenciaria de outros exilados? Qual é o impacto do autoritarismo na ciência? Qual o impacto do exílio sobre os cientistas e sobre o conhecimento científico?

Com o tema “Cientistas no Exílio: Autoritarismo, Sofrimento e Conhecimento”, o Encontro às Quintas promove uma mesa-redonda, coordenada por Gilberto Hochman, com os pesquisadores Denise Rollemberg, do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal Fluminense (PPGH-UFF), André Felipe Cândido da Silva e Gilberto Hochman, do Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde da Casa de Oswaldo Cruz (PPGHCS-COC/Fiocruz). Organizado pelo PPGHCS, este último evento de 2019 será no próximo dia 28 de novembro, no Centro de Documentação e História da Ciência (CDHS), a partir das 10 horas, no campus da Fiocruz.
 
A temática do exílio tem frequentado com intensidade a historiografia internacional, muito em particular a latino-americana, em torno do exílio dos intelectuais europeus fugidos do nazifascismo e dos políticos e intelectuais latino-americanos desterrados pela onda autoritária dos anos 1960 e 70. No caso brasileiro, atenção tem sido dada aos políticos e opositores que foram exilados e banidos pela ditadura militar (1964-1985) dada a sua dramaticidade, escala e consequências ainda vivenciadas no século 21 pela sociedade brasileira. Menos atenção foi concedida ao exílio de cientistas e professores universitários brasileiros, em especial do campo biomédico e das ciências naturais e exatas, que foram perseguidos, cassados e tiveram suas pesquisas descontinuadas, laboratórios fechados e equipes desfeitas.

Essa é uma reflexão histórica que diz respeito às relações entre ciência e a democracia no Brasil, especialmente, em um ano que relembramos os 40 anos da Lei da Anistia que possibilitou o retorno de banidos e exilados ao Brasil. E, também, às vésperas dos 50 anos do “Massacre de Manguinhos” (abril de 2020) que atingiu 10 cientistas do então Instituto Oswaldo Cruz (hoje Fiocruz) que foram cassados pelo AI-5. 

Encontro às Quintas
Tema: Cientistas no Exílio: Autoritarismo, Sofrimento e Conhecimento’
Coordenação: Tânia Salgado Pimenta
Data: 28 de novembro – 10h
Local: Salão de Conferência – Prédio CDHS
Endereço: Av. Brasil, 4365 – Manguinhos (Rio de Janeiro-RJ)
Informações: (21) 3865-2286| E-mail: ppghistoriasaude@fiocruz.br


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