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Acervo de História Oral

O acervo de história oral da Casa de Oswaldo Cruz é constituído por cerca de três mil horas de depoimentos, resultado do trabalho realizado no âmbito de projetos de pesquisa em história das ciências e da saúde, ou registros de eventos, como os Encontros de História e Saúde ou Conferências e Palestras. Tais depoimentos são fontes de pesquisa que registram aspectos singulares de acontecimentos históricos por possuírem valor próprio irredutível como fonte primária que transcende os limites inerentes aos projetos de pesquisa que lhes deram origem.

O processo de construção de identidade dos atores sociais, a riqueza de elementos afetivos, a diversidade de versões a respeito das trajetórias institucionais e profissionais, o registro de informações históricas originais ou as experiências sobre o adoecimento são algumas das dimensões que caracterizam de maneira única estes depoimentos.

O Acervo de Depoimentos Orais está sob a guarda e a preservação do Departamento de Arquivo e Documentação e encontra-se disponível para consulta a todos os usuários interessados, em sua forma gravada ou transcrita.

Horário de atendimento, endereço e contatos para agendamento

Segunda a sexta-feira, de 9h às 16h30.
Sala 614 do Prédio da Expansão da Fiocruz.
Avenida Brasil, 4036 - Manguinhos, Rio de Janeiro.
Tel.: +55 (21) 3882-9124
consulta@coc.fiocruz.br

Acervo de Depoimentos Orais

1995: 50 anos de criação do Conselho de Medicina do Rio de Janeiro

O objetivo do projeto foi recuperar a memória da criação do Conselho de Medicina do Rio de Janeiro no ano em que esse completava seu primeiro cinqüentenário. Para tal, a coordenação do projeto selecionou cinco médicos com especializações variadas (otorrino, obstetra, tisiologista e cirurgiões) e serviu-se da memória desses através da abordagem de história de vida. A conjuntura de criação do Conselho de Medicina ficou situada entre a fundação do Sindicato dos Médicos no ano de 1927 e a institucionalização definitiva dos Conselhos de Medicina no Brasil no ano de 1957. O corte cronológico se justifica na medida em que o debate sobre ética médica e sobre a necessidade ou não da criação de um Conselho de Ética Médica ocorreu no sindicato. No ano de 1957, marco final da cronologia do projeto, foi promulgado o Decreto-Lei n° 3.268 que transforma o Conselho de Medicina em uma autarquia autônoma, jurídica e financeiramente, tendo sua estrutura administrativa hierarquizada e descentralizada regionalmente. Esse projeto faz parte de uma pesquisa mais abrangente desenvolvida no Departamento de Pesquisa da Casa de Oswaldo Cruz que objetiva recuperar a história das instituições, políticas e profissões de saúde. Tem como instrumento de pesquisa um catálogo intitulado “Ética e Institucionalização da Profissão Médica (1927-1957) - Repertório de fontes documentais para uma história da criação do Conselho de Medicina”, organizado por André de Faria Pereira Neto.

De agosto de 1995 a julho de 1997.

Depoentes: Antonio Jorge Abunahman; Carlos Renato Grey; Ermiro Estevam de Lima; Renato Pacheco Filho e Sylvio Lengruber Sertã.

30 anos de Bio-Manguinhos

O projeto teve como objetivo traçar a história de Bio-Manguinhos, no contexto da recuperação da Fiocruz (em meados da década de 1970) até os dias atuais. A participação da instituição nos programas de fomento à produção e desenvolvimento do setor de imunoterápicos, empreendidos pelo Ministério da Saúde; os acordos de transferência de tecnologia e os investimentos em desenvolvimento tecnológico; os constrangimentos estruturais que desafiam a instituição e as transformações na organização de Bio-Manguinhos são alguns dos temas abordados.

De junho de 2005 a janeiro de 2006.

Depoentes: Akira Homma; Antonio Gomes; Artur Couto; João Quental; José Lázaro de Brito Ladislau; Marcos Oliveira; Maria da Luz Leal; Nadia Maria Batoréu; Otávio Oliva; Raouf Sykora e Ricardo Galler.

A biotecnologia em saúde na Fiocruz

O objetivo do projeto foi analisar a trajetória científica e profissional dos pesquisadores da Fiocruz que atuam na área da biotecnologia. A pesquisa integrou um projeto maior realizado pela Vice-Presidência de Desenvolvimento Institucional da Fiocruz em convênio com a Organização Pan-americana de Saúde, visando promover uma série de estudos sobre o panorama atual das instituições de pesquisa em saúde na América Latina, particularmente no que diz respeito a novos mecanismos de gestão e novos padrões de inovação científico-tecnológica. Foram realizadas entrevistas com pesquisadores e dirigentes institucionais da Fiocruz cujas trajetórias profissionais estão diretamente relacionadas ao desenvolvimento da área de biotecnologia no Brasil e na instituição. Os depoimentos foram colhidos tendo como critério norteador as questões específicas pertinentes ao projeto, não se constituindo, portanto, em histórias de vida dos depoentes. As informações de natureza qualitativa serviram como subsídio para a interpretação dos dados quantitativos resultantes de um survey realizado inicialmente, do qual participaram cerca de 100 pesquisadores vinculados a sete unidades técnico-científicas da Fiocruz.

De fevereiro de 1996 a fevereiro 1998.

Depoentes: Akira Homma; Antônio Gomes Ferreira; Carlos Médicis Morel; Eduardo Leser; Geraldo Armoa; Leon Rabinovitch; Maria Celeste Emerick; Maria Cristina Vidal Pessolani; Mauro Marzochi; Naftale Katz; Salvatore Giovani de Simone; Samuel Goldenberg; Vinicius da Fonseca Filho e Win Degrave.

A fala dos comprometidos: ONGs e Aids no Brasil

O projeto teve como objetivo o levantamento e análise dos documentos produzidos pelas ONGs-Aids, bem como coleta de depoimentos de seus participantes. Justifica-se rastrear os caminhos percorridos por estes grupos, na medida em que a atuação junto aos pacientes e à sociedade em geral vêm adquirindo crescente relevância, tanto no que diz respeito à sua contribuição para políticas governamentais voltadas para a Aids quanto à reelaboração individual e coletiva da doença.

De novembro de 1996 a maio de 1998.

Depoentes: Alexandre do Valle; Ana Maria Bontempo Dias; Angela Maria Cunha Furtado; Antonio Dráuzio Varella; Conceição Lemes; Dayse de Mello Agra; Euclides Castilho; Hibernon C. Guerreiro; Maria Magdalena Lyra Valente; Maria Terezinha Vilella Duarte; Ronaldo Fernandes Espíndola; Rosemere de Souza Moniz e Simone Maria Borges Lira Bezerra.

A trajetória de intelectual e a visão de Freidson sobre a profissão médica: um estudo de história da sociologia médica norte-americana

O processo de aproximação das ciências sociais com a medicina, a saúde e doença nos Estados Unidos é recente. Alguns autores dividem esta história em dois grandes momentos: um antes e outro depois da Segunda Guerra Mundial. A partir de 1945, este campo do conhecimento sofreu forte incremento, organizando-se nos principais centros universitários e fundações privadas daquele país. Um dos principais atores deste processo foi Eliot Lazarus Freidson, que era professor emérito da Universidade de Nova York, onde trabalhou por 30 anos, desde 1961. Seus 13 livros, 84 artigos, bolsas de estudo em diferentes instituições e países, cargos no governo, editorias de revistas, participações em associações científicas, prêmios e incontáveis alunos, representam sinais da difusão de suas idéias, do reconhecimento social de sua obra e de sua participação na construção da sociologia médica e das profissões. Sua obra em sociologia médica é reconhecida como uma referência, em todo o mundo, por seus admiradores e críticos. A Associação de Sociologia Americana instituiu o “Prêmio Eliot Freidson” para o melhor livro ou artigo sobre sociologia médica. O objetivo desta investigação foi analisar a trajetória do intelectual e conhecer as estratégias que implementou para se transformar nesta referência acadêmica. Para uma análise do conteúdo de sua obra, optou-se por conhecer sua visão sociológica sobre a profissão médica, expressa nos livros que publicou sobre o assunto.

Setembro de 2006.

Depoentes: Adele Feldman; Barbara Heyns; Ed Lehman; Jane Freidson; Juan Corradi; Judith Lorber; Kathleen Gerson e Ruth Kavesh.

Chagas na Amazônia

Reúne 20 fitas gravadas durante viagem realizada por uma equipe de pesquisadores da Fiocruz pelas regiões próximas aos rios Solimões, Juruá e Tarauacá, com o objetivo de levantar dados recentes sobre as condições médico-sanitárias dessas regiões e possibilitar a comparação com as condições encontradas por Carlos Chagas, em 1912. Entre os depoentes encontram-se médicos, políticos, agentes de saúde e habitantes das localidades percorridas, cujo trabalho e vivência possibilitam traçar um quadro das condições de vida nessas regiões.

De junho a julho de 1991.

Constituição de acervo sobre a elaboração e implementação das políticas prioritárias do Inamps: 1985-1988

Reúne um conjunto de depoimentos referentes às políticas prioritárias do Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (Inamps) em vigor de 1985 a 1988. Os temas são, de modo geral, ligados à reforma sanitária, universalização e equalização do atendimento, humanização das ações assistenciais, combate à fraude e à corrupção, ciência e tecnologia.

De agosto de 1987 a outubro de 1988.

Depoentes: Ana Lúcia Souto; Ana Tereza da Silvia Pereira; Benedito Raul; Eleutério Rodriguez Neto; Hésio Cordeiro; José Carvalho de Noronha; José Gomes Temporão; Luiz Carlos Fadel; Maria do Espírito Santo; Maria Manuela Pinto; Miguel Grassani; Ricardo Nogueira; Roberto Magalhães; Sérgio Granja; Silvia Levi e Fátima eTelma Ruth da Silveira.

Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp): 50 anos de história

O projeto teve como objetivo construir um acervo de depoimentos orais a partir de entrevistas feitas com atores sociais que participaram da organização da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp) nos últimos 50 anos (1953-2003).

De abril de 2003 a junho de 2004.

Depoentes: Adauto José Gonçalves de Araújo; Arlindo Fábio Gómez de Souza e Luís Fernando Ferreira da Silva; Eduardo de Azeredo; Elsa Ramos; Fernando Leitão; Hélio Wanderley Uchôa; Lenita Peixoto Vasconcelos; Luiz Fernando Rocha Ferreira da Silva; Maria do Carmo Leal; Paulo Marchiori Buss e Szachna Eliasz Cynamon.

Fundo pessoal Virgínia Portocarrero

É composto por 16 fitas gravadas pela depoente ao longo de sua vida profissional como enfermeira da Força Expedicionária Brasileira (FEB) e demais atividades exercidas; este conjunto faz parte de seu arquivo pessoal, que foi doado à COC em 2008.

São 12 fitas com depoimentos próprios e 4 com canções, sem data definida.

História da poliomielite e de sua erradicação no Brasil

O projeto de pesquisa foi desenvolvido em parceria entre a Fiocruz e a UFF/Uerj, para o estudo da história da doença poliomielite e seu processo de erradicação no Brasil. A equipe foi dividida em três subgrupos que analisaram os aspectos iconográficos (cartazes das campanhas de vacinação e fotografias), documentos textuais (fontes primárias e secundárias) e orais (constituição de um acervo de história oral) a respeito da doença no Brasil com ênfase em sua erradicação. Assim, o material disponível com as 31 entrevistas refere-se a aspectos como a história das primeiras campanhas de vacinação, as políticas de comunicação em saúde e os Dias Nacionais de Vacinação; a reabilitação física daqueles que sofreram seqüelas; os processos de produção da vacina anti-pólio e o papel dos laboratórios; a importância da vigilância epidemiológica, entre vários outros aspectos importantes desta história.

De novembro de 2000 a junho de 2002.

Depoentes: Airton Fischmann; Akira Homma; Anita Ivoni Camilotti Monteiro; Arcelino Bitar; Archimedes Theodoro; Arlindo Fábio Gômez de Sousa; Ciro de Quadros; Cláudio do Amaral Júnior; Cláudio Marcos da Silveira; Cristina Maria Vieira da Rocha; Edson Elias da Silva; Eduardo Severiano Ponce Maranhão; Elizabeth Marques; Fábio Moherdaui; Fernando Laender; Guido Antonio Espírito Santo Palmeira; Helvécio Bueno; Hermann Schatzmayr; Isabel Stefano; Ivanildo Tajra Franzosi; João Baptista Risi Junior; João Lima Filho; José Fernando de Souza Verani; Maria Cristina Pedreira; Maria da Luz Fernandes Leal; Maria de Lourdes de Souza Maia; Maria Lúcia Carnelosso; Mitiko Fujita; Mozart de Abreu e Lima; Oacyr de Almeida Pinto e Roberto Becker.

História e memória do Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães

Desenvolvido em comemoração aos 45 anos de atividades do Instituto Aggeu Magalhães, localizado em Recife e subordinado desde 1970 à Fiocruz. Foram realizadas entrevistas com depoentes de diversas áreas da instituição como diretores, pesquisadores e funcionários administrativos, em exercício ou não de suas atividades institucionais. Foi utilizada a metodologia de história de vida, o que permite ao pesquisador traçar um panorama do cotidiano do estado de Pernambuco, além de subsidiar a reconstituição da trajetória institucional de cada um dos entrevistados de acordo com o seu olhar.

De dezembro de 1995 a agosto de 1996.

Depoentes: Ageu Magalhães Filho; Alexandre Bezerra de Carvalho; Alzira Maria Paiva de Almeida; André Freire Furtado; Arcelino Ferreira Farias; Célio Rodrigues de Almeida; Diva Vitória Cardim; Eridan Coutinho; Frederico Guilherme Coutinho Abath; Frederico Adolfo Simões Barbosa; Gerusa Dreyer; Hélio Bezerra Coutinho; José Carlos de Morais; Luciana Abrantes; Marcelo Vasconcelos; Otamires Alves da Silva; Plenete Cavalcante; Saul Tavares de Melo e Sérgio Arouca.

História e saúde pública - A política de controle do câncer no Brasil

Reúne depoimentos de atores sociais com diferentes inserções, cujas vivências permitem acompanhar e analisar o processo histórico da política institucional de combate ao câncer no Brasil. Oferece subsídios para se compreender como as práticas concretas do combate à doença ganham significação dentro do quadro mais geral das políticas de saúde, e como essas se inserem nas diferentes conjunturas políticas, econômicas e sociais. A periodização que norteou as entrevistas acompanhou a fase de atuação profissional de cada entrevistado. Os depoimentos fazem parte de uma pesquisa desenvolvida pelo Departamento de Ciências Sociais da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), com o financiamento da Campanha Nacional Contra o Câncer e originou a publicação História e Saúde Pública: a política de controle do câncer no Brasil, coordenada pela pesquisadora Regina Cele Bodstein.

De dezembro de 1984 a dezembro de 1985.

Depoentes: Adair Eiras de Araújo; Ary Frauzino Pereira; Carmem Prudente; Edelberto Luiz da Silva; Edmur Flávio Pastorello; Francisco Fialho; João Carlos Cabral; Jorge de Marsillac Motta; José Monteiro de Castro dos Santos; Ligia Pratini de Moraes; Luiz de Oliveira Neves; Nildo Eimar de Almeida Aguiar; Osolando Jurice Machado e Wolfgang Georg Lamprecht.

Memória da assistência médica da previdência social no Brasil

Reúne depoimentos de personagens que participaram da constituição do sistema previdenciário no Brasil, como médicos, técnicos, assistentes sociais, políticos, sindicalistas, dirigentes dos setores público e privado, entre outros. Esse acervo constitui referência fundamental para o conhecimento das concepções e políticas institucionalizadas no curso da história da assistência médica previdenciária no Brasil, além de suscitar reflexão sobre os possíveis caminhos para a previdência social no país. Como marcos cronológicos do trabalho foram considerados a Lei Eloy Chaves, que determinou a criação de uma Caixa de Aposentadoria e Pensões em cada empresa ferroviária, e as atuais políticas do Inamps, contemporâneas à realização da investigação, em particular o Sistema Unificado e Descentralizado de Saúde (SUDS). Esse foi um dos projetos fundadores das atividades da Casa de Oswaldo Cruz logo após sua criação em 1986, juntamente com o projeto “Memória de Manguinhos”, e contou com o apoio financeiro do Inamps.

De março de 1986 a janeiro de 1988.

Depoentes: Algy de Medeiros; Aloysio de Salles Fonseca; Aluízio Alves; Armando de Oliveira Assis; Carlos Jourdan; Celso Barroso Leite; Demisthóclides Baptista; Dermeval Santana; Djalma Chastinet Contreras; Eli Baia de Almeida; Enilda Lins da Cruz Gouveia; Fioravanti Alonso Di Piero; Francisco Laranja; Francisco Torres de Oliveira; Geraldo Augusto de Faria Baptista; Hélio Beltrão; Jessé Montello; João Batista Ramos; José Dias Corrêa Sobrinho; José Fuks; José Gomes Talarico; José de Segadas Vianna; Lauro Jurandir de Castro Leão; Leila Maria Bugalho; Luiz Gonzaga do Nascimento e Silva; Luiz Moura; Luiz Viegas da Motta Lima; Mário Duffles; Moacyr Velloso Cardoso de Oliveira; Murilo Villela Bastos; Nildo de Almeida Aguiar; Odilon Duarte Baptista; Paulo da Silva Cabral; Rio Nogueira; Severino Montenegro; Waldemar Luiz Alves; Zélio Coutinho.

Memória da saúde pública no Brasil

O projeto procurou analisar historicamente o desenvolvimento institucional da saúde pública no Brasil. Através de um programa de entrevistas, procurou-se recuperar as trajetórias individuais de médicos sanitaristas que se destacaram enquanto atores na história da saúde pública brasileira e contribuíram na definição de políticas públicas para o setor entre os anos de 1930 e 1980. A investigação originou também o instrumento de pesquisa Cronologia de atores, instituições e políticas de saúde.

De dezembro 1993 a setembro 1999.

Depoentes: Aldo Villas-Boas; Alfredo Bica; Almir Castro; Aristides Limaverde; Bertoldo Arruda; Bichat de Almeida Rodrigues; Celso Arcoverde de Freitas; Fausto Magalhães da Silveira; Fausto P. Guimarães; Walter Lezer; Walter Silva; Wilson Fadul.

Memória da tuberculose no Brasil

Depoimentos de médicos com atuação nas áreas de ensino, pesquisa e serviços de controle da tuberculose no Brasil desde a década de 1930. Buscou-se dar subsídios à reconstituição da história da tuberculose, através das trajetórias de seus entrevistados, apontando questões como as representações sociais da doença, a evolução terapêutica e as políticas de saúde implementadas ao longo do período. Foi resultado de um convênio firmado entre a Casa de Oswaldo Cruz e a extinta Campanha Nacional contra a Tuberculose, tendo sua continuidade assegurada através do Centro de Referência Professor Hélio Fraga e da Coordenação Nacional de Pneumologia Sanitária, órgãos da Fundação Nacional de Saúde.

De maio de 1990 a setembro de 1992.

Depoentes: Aldo Villas Boas; Aloysio Veiga de Paula; Germano Gerhardt Filho; Jayme Santos Neves; José Antonio Nunes de Miranda; José Fonseca da Cunha; José Rosemberg; José Silveira; Milton Fontes Magarão; Newton Manhães Bethlem e Raphael de Paula Souza.

Memória das coleções científicas do Instituto Oswaldo Cruz da Fiocruz

Reúne depoimentos dos profissionais diretamente envolvidos na criação, conservação e difusão das coleções científicas na instituição. Acredita-se que esse acervo, juntamente com o material das próprias coleções, contribuirá para análises do papel delas na construção de tradições científicas, tanto na história da Fiocruz como, de um modo mais amplo, na história das ciências biomédicas no Brasil. O universo de entrevistados foi constituído de curadores, ex-curadores, pesquisadores, técnicos, entre outros atores que tiveram desempenhado importante papel na história das coleções. Podemos destacar entre as coleções científicas da Fiocruz as de Entomologia, Helmintologia, Micologia, Malacologia e Coleção de Febre Amarela.

De novembro de 1994 a fevereiro de 2001.

Depoentes: Anna Kohn Hoineff; Delir Correia Serra Freire; Dely Noronha de Bragança Magalhães Pinto; Dirce Lacombe; Herman Lent; Itália Kerr; José Jurberg; Maria Inez de Moura Sarquis; Orlando Vicente Ferreira e Sebastião José de Oliveira; Orlando Vicente Ferreira; Sebastião José de Oliveira e Wladimir Lobato Paraense.

Memória de Manguinhos

Constituído por 30 depoimentos onde se buscou reconstituir a história do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) através da vivência de alguns de seus cientistas, auxiliares e administradores, enfocando questões relativas ao ensino, pesquisa, política institucional e governamental, produção de terapêuticos e o desenvolvimento da ciência. As entrevistas tratam, principalmente, do período compreendido entre a década de 1930 e o "Massacre de Manguinhos" na década de 1970. O projeto contou com o apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e foi um dos projetos fundadores da Casa de Oswaldo Cruz, logo após sua criação em 1986.

De janeiro de 1986 a outubro de 1989.

Depoentes: Amilar Tavares; Amilcar Vianna Martins; Attílio Borriello; Augusto Perissé; Carlos Chagas Filho; Constança Arraes de Alencar; Dalton Mario Hamilton; Domingos Arthur Machado Filho; Fernando Ubatuba; Francisco Gomes; Francisco Laranja; Haity Moussatché; Hamlet Aor; Hugo de Souza Lopes; José Cunha; José Fonseca da Cunha; Leônidas Deane; Manuel Isnard Teixeira; Maria José Deane; Mário Vianna Dias; Masao Goto; Miriam Tendler; Moacyr Vaz de Andrade; Orlando Guerra Junior; Pedrina de Oliveira; Sebastião José de Oliveira; Sylvia Hasselmann (sobre Walter Oswaldo Cruz); Tito Cavalcanti; Venâncio Bonfim e Wladimir Lobato Paraense.

Observação: As entrevistas de Leônidas Deane, Maria José Deane e Miriam Tendler não estão abertas à consulta.

Memória e história da hanseníase no Brasil através de seus depoentes (1960-2000)

O projeto teve como objetivo principal reconstruir as memórias e vivências dos profissionais de saúde e dos ex-pacientes de hanseníase. Foram coletados depoimentos daqueles que trabalharam diretamente com a hanseníase de diversas formas como, por exemplo, elaborando políticas de controle à doença, na administração hospitalar, na pesquisa básica e no atendimento às populações atingidas, ou dos que padeceram com o diagnóstico positivo para a lepra/hanseníase e sua experiência com o adoecimento e o isolamento imposto como prática médica até a década de 1970. Com as entrevistas é possível recuperar aspectos como as estratégias de sobrevivência numa época de grande estigmatização da doença; as dificuldades com a pesquisa básica pela particularidade do bacilo de Hansen; os diferentes medicamentos utilizados para controle da doença; o surgimento das associações como o Morhan; os embates entre a cosmiatria e a dermatologia sanitária, entre outros.

De agosto de 2001 a agosto de 2009.

Depoentes: Abraão Rotberg; Adilson Pereira dos Santos; Agenor Mendes Filho; Aguinaldo Gonçalves; Antônio Ademar Barahuma Bezerra; Antônio de Oliveira Borges Júnior; Antônio Pereira da Silva; Arnaldo Sobrinho de Moraes; Arthur Custódio Moreira de Souza; Benedito Vieira de Figueiredo; Clóvis Lombardi; Cristiano Cláudio Torres; Diltor Vladimir Araújo Opromolla; Dora Martins Cypreste; Euzenir Nunes Sarno; Fabíola Aguiar Nunes; Francisca Estrela Dantas Maroja; Fuad Abílio Abdala; Germano Traple; Gerson Fernando Mendes Pereira; Gerson Oliveira Penna; Hortêncio Ribeiro Maciel; Isabel Bezerra da Silva e Joaquim Ferreira dos Santos; Jair Ferreira; João Batista Dumont; Luis Aurélio Alves Orsini; Luis Tranquilino de Lima; Luiz Marino Bechelli; Lygia Madeira César de Andrade; Marcos da Cunha Lopes Virmond; Maria Angela Alcalde Torrecilla; Maria da Graça Souza Cunha; Maria Eugênia Noviski Gallo; Maria Leide Wand-Del-Rey de Oliveira; Osmar Mattos; René Garrido Neves; Rubem David Azulay; Silvia Vecellio; Sinésio Talhari; Thomas Ferran Frist; Ulrico Frederico da Gama; Valdemir Soares de Miranda; Vera Lúcia Gomes de Andrade; Wagner Nogueira; William John Woods e Zoica Bakirtzief.

Memória social sobre saúde e ambiente: um projeto de pesquisa-ação com agricultores familiares de Sumidouro/RJ

O ponto de partida da investigação é a situação de saúde dos trabalhadores rurais e de suas famílias numa área de oleicultura (Sumidouro/RJ) com uso intensivo de agrotóxicos e exploração inadequada e danosa do solo sob o ponto de vista ambiental. Modificar esta situação com a participação dos agricultores familiares supõe, de um lado, o reconhecimento das razões – verdadeiros pressupostos culturais – que respaldam tais práticas e, de outro, dar visibilidade às alternativas técnicas e formas diferentes de trabalho rural em curso no município. O objetivo geral do projeto foi construir uma memória social sobre as relações entre trabalho, ambiente e saúde no município. O método adotado inclui a história oral e levantamento documental, envolvendo a capacitação de jovens agricultores para atuação em todas as etapas da pesquisa. Espera-se apoiar a organização local dos acervos e da prática de história oral, a realização de intercâmbio de experiências de agricultores familiares com diferentes métodos de cultivo e a realização de uma mostra coletiva sobre saúde e ambiente.

De outubro de 2006 a dezembro de 2008.

Depoentes: Adilson da Rocha Charles e Rodrigo de Castro Pereira; Alaor Brügger Neves; Altair da Silva Fenes; Altivo José da Silva; Anna Bertoloto de Oliveira; Bruno Pessanha; Cristhiano Joaquim de Jesus; Georgina Rodrigues Bertoloto; Iná da Silva Torres; Irani da Rocha Charles; Isabel da Silva; João Batista Miranda; José Ildephonso Chermouth; José da Silva; Júlia Ferreira da Silva de Andrade; Luzia Porto Pinto; Lizete Evangelista da Conceição; Maria Cândida Gaspar; Maria José Storani Gonçalves; Paulo de Souza Mattos; Petronilha Rosa dos Santos; Rosa Noguchi e Viviane da Conceição Zão.

Movimento da reforma psiquiátrica no Brasil – História e memória

O projeto ”Movimento da reforma psiquiátrica no Brasil – História e memória” foi um desdobramento da pesquisa “Memória da Psiquiatria no Brasil”, desenvolvida pela Casa de Oswaldo Cruz e pela Escola Nacional de Saúde Pública, unidades técnico-científicas da Fiocruz. As entrevistas foram realizadas com o intuito de resguardar as mudanças ocorridas no atendimento ao paciente de transtorno mental, antes e depois de instituída a reforma psiquiátrica no Brasil. Esse grupo de depoentes esteve mais ligado às décadas de 1970 e 1980, quando começam a aparecer experiências de tratamento enfatizando a desinstitucionalização das instituições psiquiátricas e das experiências de transformação da assistência em saúde mental no Brasil.

De fevereiro de 1998 a maio de 2003.

Depoentes: Adolfo Hoirish; Domingos Sávio do Nascimento Alves; Edmar de Oliveira; Edson Guimarães Saggese; Lia Riedel; Miguel Chalub; Paulo Duarte de Carvalho Amarante; Pedro Gabriel Godinho Delgado e Washington Loyello.

O campus da Fundação Oswaldo Cruz: construções, registros, intervenções

O projeto teve como objetivo principal organizar e divulgar o acervo de plantas arquitetônicas da instituição para disponibilizá-lo à consulta, tanto para os trabalhos de manutenção das construções da Fiocruz, como para a pesquisa em outras áreas de interesse de pesquisadores. Constituído por uma equipe multidisciplinar com profissionais da arquitetura, história e arquivologia, foi contemplado pelo edital de pesquisa COC em 2008 e organizou cerca de 2 mil plantas arquitetônicas sobre os prédios do campus. As entrevistas tiveram o objetivo de registrar as experiências profissionais de dois arquitetos que viveram em épocas distintas, um iniciou a carreira na década de 1940 e outro na década de 1970, e contribuíram para a história do patrimônio arquitetônico da Fiocruz.

De março a julho de 2010

Depoentes:Foroaldo Albano e Jorge de Azevedo Castro

Pavilhão Nossa Senhora dos Remédios: história e preservação patrimonial

O objetivo da pesquisa foi gerar acervo audiovisual para exposição e/ou documentário, resultante da realização de pesquisa sobre a memória comunitária em sua relação com a criação e o desenvolvimento da área urbana da antiga Colônia Juliano Moreira. O foco foi a história de um dos seus pavilhões, o Pavilhão Nossa Senhora dos Remédios, dedicado às pacientes tuberculosas. Construído no início da década de 1940, a partir da década de 1970 passou a ser habitado por trabalhadores e suas famílias, gerando, ao longo de anos, um processo de ocupação desordenado que resultou em sua desocupação pela Fiocruz, a desapropriação do local e revitalização no contexto da formação do Campus Fiocruz da Mata Atlântica.

De outubro de 2007 a janeiro de 2008.

Depoentes: Ana Lúcia; Antonieta; Cristina; Damião; Danuza; Helena Flor; Leda; Maria José; Mariano e Nancy.

Plantas medicinais: história e memória da pesquisa e da política científica no Brasil

A pesquisa voltou-se para uma análise da organização e institucionalização da comunidade científica dedicada aos conhecimentos sobre produtos naturais de uso em saúde, em particular as plantas medicinais no Brasil. Para tanto, fez-se um levantamento e análise de fontes documentais paralelamente às fontes orais produzidas pelo projeto. Os entrevistados são cientistas/professores vinculados a universidades e institutos dedicados à pesquisa na área em questão, selecionando-os pela sua inserção acadêmica e participação na condução e organização de grupos de pesquisa. Foram entrevistados também dois técnicos do Ministério da Saúde que tiveram relevante atuação nesse processo. Articulado ao projeto Revisitando a Amazônia de Carlos Chagas, buscou-se analisar e confrontar o saber científico gerado por estes cientistas e o uso popular das plantas medicinais.

De novembro de 1995 a dezembro de 2000.

Depoentes: Alaíde Braga; Antonio José Lapa; Benjamin Gilbert; Cyrene dos Santos Alves; Delby Fernandes; Edmundo Machado; Elisaldo L. A. Carlini; Francisco José de Abreu Matos; João Batista Calixto; Marcelo Sobral; Margareth Formiga e Rinalda Araújo; Nicolai Sharapin; Nuno Álvares Pereira; Otto Gottlieb; Paulo Barragat e Walter Mors.

Reforma ou contra reforma? História e perspectivas do Sistema Único de Saúde no Brasil

O projeto teve como objetivo fazer um resgate histórico do SUS e analisar algumas tendências e perspectivas de seu processo de consolidação. Considerou-se para isso que se trata de uma experiência pouco conhecida na América Latina e Caribe, a despeito de sua singularidade como projeto que surgiu na contramão das reformas neoliberais.

De janeiro a agosto de 2004.

Depoentes: Henri Jouval Júnior; Hésio Cordeiro e José Carvalho de Noronha.

Revisitando a Amazônia de Carlos Chagas. Da Borracha à Biodiversidade: rios Negro e Branco

O projeto gerou depoimentos com agentes de saúde, líderes das comunidades rurais, políticos, seringueiros, médicos entre outros atores sociais e o trajeto percorrido se referiu aos Rios Negro e Branco.

De agosto a setembro de 1995

Revisitando a Amazônia de Carlos Chagas. Da Borracha à Biodiversidade: etapa Acre/Purus

Depoimentos com agentes de saúde, líderes das comunidades rurais, políticos, seringueiros, médicos entre outros atores sociais e o trajeto percorrido se referiu aos Rios Acre e Purus.

De janeiro a fevereiro de 1997.